Alana Cabral é uma das protagonistas da novela ’Três Graças’Guilherme Lima / Divulgação
Alana Cabral, de 'Três Graças', lembra vivência na periferia e celebra carinho do público: 'Me emociona'
Atriz de 18 anos fala sobre os novos rumos de Joelly na trama e revela planos para este ano
Rio - Alana Cabral não é um rostinho novo na TV. Apesar de ganhar projeção nacional como Joélly em "Três Graças", da TV Globo, a atriz de 18 anos tem no currículo novelas como "Verão 90" (2019), "Nos Tempos do Imperador" (2021), da Globo, e "Guerreiros do Sol" (2025), do Globoplay, além de filmes. A artista admite que a "ficha ainda está caindo" sobre a fase atual da carreira e o sucesso da personagem.
"Eu tento viver tudo com calma, porque é um momento muito especial. Estrear uma novela das 21h é um sonho para muitas atrizes, que vem acompanhado de uma responsabilidade enorme. O alcance é muito grande, as pessoas se veem ali, se reconhecem, projetam sentimentos. Tenho recebido muito carinho nas ruas, nas redes sociais, e isso me emociona profundamente. Mais do que ser reconhecida, o que me toca é saber que a personagem está provocando reflexão e diálogo", diz Alana.
Natural de de Vila Sílvia, na periferia de São Paulo, a artista conta que seus pais a tiveram ainda jovens, aos 18 e 19 anos, e que suas vivências lhe ajudaram na construção de Joelly, moradora da Chacrinha, comunidade fictícia do folhetim. "Crescer na periferia me ensinou muito sobre resiliência, coletividade e escuta. Minha mãe sempre falou com honestidade sobre os desafios da maternidade. Essas conversas, essas referências femininas fortes da minha vida, me ajudaram a construir a Joélly com mais verdade", destaca.
No Rio desde os 12 anos, a atriz ainda relata os maiores desafios no desenvolvimento da personagem, cheia de camadas. "Construir essa complexidade sem cair em julgamentos. A Joélly é forte, mas também é uma adolescente que está aprendendo a lidar com o mundo adulto de forma abrupta. Ela não é só vítima nem só heroína. É uma menina cheia de contradições, medos, coragem e amor".
Em capítulos recentes, Gerluce descobriu que Raul (Paulo Mendes) é o pai da menina que Joelly espera e, após um acordo, autorizou que ele frequente a casa delas. A presença do filho de Arminda (Grazi Massafera) na Chacrinha vai "mexer com tudo", segundo Alana. "Traz à tona feridas que estavam sendo evitadas. A Joélly é muito firme, ela não aceita meias verdades, então esse convívio vai gerar embates, desconfortos, mas também amadurecimento. É uma relação construída em cima de conflitos, mas que pode revelar novas camadas de afeto e responsabilidade", adianta.
Quem não vai gostar nada do fortalecimento da relação de Joelly e Raul é Samira (Fernanda Vasconcellos). Depois de quitar a dívida do filho de Rogério (Eduardo Moscovis) com o chefe do tráfico, Bagdá (Xamã), em troca do bebê do casal, a vilã será confrontada pela jovem. Cabral, então, revela se a neta de Lígia (Dira Paes) será capaz de tudo para ficar com a neném.
"Não sei. Mas acho que a maternidade está mexendo com ela e tomando forma no seu sentimento. Ela vem se fortalecendo, do jeito que dá. Ela fez o que fez pelo Raul. Acho que teria sido diferente em outro cenário, se ela não quisesse protegê-lo. Acho que agora ela não vai abrir mão desta filha tão facilmente não", opina.
Com o sonho de se formar médica, Joelly decidiu voltar à escola e enfrentou o bullying feito por outras meninas, com a ajuda do pai, Jorginho (Juliano Cazarré). A relação entre eles, inclusive, se estreita cada vez mais na novela, para a felicidade do ex-presidiário que não quis saber da filha no passado.
Alana "torce muito" pelo futuro promissor da personagem na novela de Aguinaldo Silva, Virgílio Silva e Zé Dassilva. "Acho fundamental mostrar que a maternidade não precisa ser o fim de uma trajetória. É difícil, é desafiador, mas não invalida sonhos. Se a história da Joélly puder incentivar meninas a não abandonarem os estudos e a acreditarem em si mesmas, já é algo muito poderoso".
A coragem de Joelly, inclusive, é admirada pela atriz, que se identifica com a personagem. "Também sou muito leal às pessoas que amo e acredito muito na força do diálogo, mesmo quando ele é difícil. A Joélly fala o que pensa porque aprendeu desde cedo que, se ela não se posicionar, ninguém vai fazer isso por ela. Eu admiro muito essa coragem. Ao mesmo tempo, tenho uma trajetória diferente da dela, então precisei entender o lugar social, emocional e afetivo dessa menina para não misturar demais as coisas", frisa.0
Se na novela a filha de Gerluce pode contar com Kellen (Luiza Rosa) para o que der e vier, na vida real, Alana também tem grandes amigos. "Amizade é algo sagrado para mim. São as pessoas que nos lembram quem somos quando tudo parece confuso. Acho bonita a relação da Joélly com a Kellen porque ela mostra apoio sem julgamento, acolhimento sem cobrança. É uma amizade parecida com as que eu vejo e vivo".
Questionada sobre os planos para 2026, Cabral é enfática: "Espero por um ano de muito trabalho e de amadurecimento. O meu desejo é continuar crescendo, aprendendo e tendo a chance de escolher e integrar projetos que façam sentido para mim. Quero seguir contando histórias que provoquem reflexão e emoção".









