Pâmela Lucciola Duda Portella / Divulgação

Rio -Pâmela Lucciola, de 37 anos, fará parte da cobertura do Carnaval de Salvador, pelo segundo ano consecutivo, no Band Folia. Ao lado de Patrícia Maldonado e Betinho, a apresentadora mostrará detalhes da festa baiana, conhecida pelas diferentes expressões culturais e pelas apresentações de grandes artistas em trios elétricos, aos telespectadores.


"O Band Folia é muito especial pra mim porque reúne tudo o que acredito na comunicação, cultura, identidade e alcance popular. Estar em Salvador falando de uma festa que atravessa minha história pessoal e profissional é uma grande responsabilidade, mas também um privilégio. Quando estou ali olhando a festa acontecer, pensando em quem está em casa assistindo, sinto o quanto é importante levar esse Carnaval com contexto, respeito e sensibilidade para todo o Brasil", diz Pâmela.

Natural de Itabuna, na Bahia, apresentadora garante uma coberta "viva, atenta e conectada" do carnaval. "Quero seguir fazendo uma TV que informe, emocione e respeite quem está do outro lado da tela", destaca ela, que busca ter uma conexão direta e sensível com as pessoas. "Sempre entendi a comunicação como um serviço. Mesmo em espaços de entretenimento, acredito que dá pra comunicar com responsabilidade, escuta e cuidado. Muitas vezes isso passa tanto pelo que se diz quanto pelo que se escolhe não dizer".

O período carnavalesco de Pâmela inclui também o Furdunço, um dos principais blocos do circuito alternativo da festa, que desfila no dia 16 de fevereiro e tem a presença confirmada do BaianaSystem. O marido dela, Russo Passapusso, inclusive, é um dos integrantes da banda.

"O Carnaval da Bahia é múltiplo e vivo. Ele acontece nos grandes palcos, mas também na rua, nos encontros espontâneos e nos movimentos que renovam a festa. Estar presente em eventos como o Furdunço, que traz essa energia, é uma forma de reconhecer a importância desses espaços na construção da identidade cultural do Carnaval", comenta a artista.

Pâmela, que também apresenta o "Melhor da Noite" na emissora, cita, ainda, sua representatividade na TV aberta. "Sinto que ocupo um espaço possível e necessário, que ainda está em construção. Ser uma mulher nordestina em rede nacional carrega muitas camadas de identidade. Tento honrar isso com naturalidade e verdade, sem estereótipos, mostrando que existem muitas formas de estar e de se comunicar na televisão".

'Noite da Aclamação'

Madrinha da Noite da Aclamação, evento beneficente promovido por Lore Improta e Leo Santana, que aconteceu na última quarta-feira (28), Pâmela destaca a importância do evento. "Tem um significado forte tanto pelo caráter beneficente quanto pela homenagem a Raul Seixas (neste ano), um artista que sempre questionou padrões e atravessou gerações. Falar dele em Salvador, em um evento que arrecada fundos para as Obras Sociais Irmã Dulce, conecta arte, memória e responsabilidade social. São valores que fazem muito sentido pra mim", celebra.

"A cultura tem uma força enorme de mobilização. Quando ela se conecta com ações concretas de impacto social, o alcance vai muito além do entretenimento. Pra mim, não faz sentido falar de festa, música e celebração sem pensar também em cuidado e responsabilidade", completa.