’Que História é Essa, Porchat?’ está na oitava temporada Ju Coutinho / Divulgação
O apresentador conta que a avaliação passa por uma análise cuidadosa da estrutura e do potencial de impacto do relato. "A história precisa ter começo, meio e fim. E ela precisa ter uma virada", explica. Para ele, o termômetro é simples: "História boa é aquela em que, quando você conta, a pessoa que está ouvindo fala: 'Não!'".
Ele também comenta como lida com a recusa de histórias, principalmente quando envolvem pessoas próximas. "Quando é amigo próximo eu já falo: 'sua história é horrível’. Mas quando é uma pessoa de quem eu não tenho intimidade, eu falo: 'acho que não vai funcionar no programa'".
Mesmo mantendo a essência, o programa tem incorporado mudanças ao longo das temporadas. Uma delas é a inclusão de histórias contadas em dupla, recurso que, segundo Porchat, ampliou a dinâmica no palco. "Uma coisa que funcionou com a Renata Sorrah e a Cláudia Abreu e que a gente está meio tentando trazer mais".
Outra novidade é a maior participação da plateia. "A gente tem gente da plateia perguntando para os entrevistados", conta. Apesar das mudanças, ele reforça que o principal objetivo é preservar a espontaneidade. "A gente conseguiu criar em um estúdio um clima em que as pessoas se esquecem de que estão na TV", destaca.
Para Porchat, o sucesso do formato está justamente nessa identificação com situações do cotidiano. "Todo mundo ainda tem uma boa história para contar", acredita. Ele destaca que, ao contrário de entrevistas tradicionais, o interesse do público está nas experiências compartilhadas. "Se a pessoa conta uma história boa e volta três dias depois para contar outra história ótima, o público quer dar risada".
O olhar atento ao comportamento humano também alimenta o repertório do programa. "O que me chama mais a atenção é como a gente está propenso a fazer coisa errada... Sempre vai ter gente fazendo alguma coisa que vai dar esquisito", observa.
Futuro e projetos
Sobre os próximos passos, Fábio explica que a decisão sobre novas temporadas acontece durante o próprio andamento das gravações. "Na metade das gravações... eu sinto se tem ou não tem". Segundo ele, os episódios recentes indicam um cenário positivo. "Estou otimista de que é possível pensar em uma nona".





