Pietro Antonelli interpretará Felipe na trama Globo/ Manoella Mello
Pietro Antonelli fala sobre estreia no horário nobre em 'Quem Ama Cuida': 'Muito feliz'
Filho de Murilo Benício e Giovanna Antonelli, ator conta detalhes dos testes para trama, enredo do personagem e incentivo dos pais
Rio - Aos 20 anos, Pietro Antonelli dá o primeiro passo no universo da teledramaturgia ao integrar o elenco de "Quem Ama Cuida", novela das 21h da TV Globo, que estreia nesta segunda-feira (18). Filho de Murilo Benício e Giovanna Antonelli, o jovem viverá o personagem Felipe no folhetim de Walcyr Carrasco e Claudia Souto. Em entrevista, o ator comenta a estreia em folhetins e revela não sentir pressão por seguir o ofício dos pais. Confira!
- Como surgiu a oportunidade para integrar o elenco de "Quem Ama Cuida"?
Foi por meio de vários testes. O primeiro deles foi mais ou menos no começo do ano. Depois fiz um teste de cadastro e eles gostaram. Aí voltei para fazer um outro, com um texto aleatório. Por fim, fiz mais um já com o texto da novela. Então me ligaram falando que eu tinha passado. A Dani Simonelli que me ligou, e ela falou: "Oi, Felipe". E eu pensei: "Caraca, me ligaram e erraram o nome do ator". Mas aí ela falou: "Não, Felipe é o nome do personagem que você passou". E eu fiquei muito feliz.
- Qual a responsabilidade de estrear em novelas logo no horário nobre?
É uma responsabilidade muito grande, que assumo com muito respeito. Acho que muito jovem da minha idade que não tem essa oportunidade gostaria de ter, gostaria de fazer isso. Então, assumo essa posição com muito respeito, dedicação, comprometimento e profissionalismo. Acho que o melhor que posso fazer é dar o meu melhor. Acho que são três pilares que você tem que usar para fazer o que for que faça, que eu sempre uso: fazer tudo com amor, esforço e consistência.
- Seu personagem parece ser um dos mais conscientes dentro da família Brandão. O que diferencia Felipe dos outros integrantes desse núcleo?
Eu não diria que meu personagem é um dos mais conscientes, não. Acho que a Fábia, personagem é a Flávia Alessandra, é a mais fora da casinha. O Ulisses (Alexandre Borges) é um pouco mais pé no chão, mas ele tem problemas bem difíceis de lidar. E eu e minha irmã estamos em um lugar bem parecido de consciência. Mas isso não quer dizer que somos conscientes, não. Acho que a gente é bem fora da realidade. Mas o que diferencia o meu personagem dos outros é que ele é sem noção em outros lugares, como qualquer pessoa e família. Você pega uma família de mal-educados, por exemplo, e todo mundo vai ser mal-educado, mas cada um tem o seu jeitinho, cada um faz alguma coisa a mais, alguma coisa a menos. Então é meio isso. Meu personagem não é aquele cara certo numa família de errados, ele está errado também.
- Como Felipe enxerga a dependência financeira que a família tem do milionário Arthur Brandão?
A verdade é que ele nem sabe muito sobre isso por enquanto. No começo da história ele só quer saber de ter o dinheiro no bolso, mesmo sem entender de onde vem.
- Como tem sido construir a dinâmica em cena com Flávia Alessandra e Alexandre Borges?
Tem sido incrível trabalhar com eles. Eles são grandes amigos dos meus pais, né? A Flávia fez 'Pé na Jaca' com o meu pai, tem um carinho enorme por mim. O Alexandre fez 'Avenida Brasil'. E eles são muito atenciosos comigo. O Alexandre, todo fim e começo de cena, me pergunta: 'Está tudo bem? Você está gostando da cena? Tem alguma coisa que quer mudar?'. Ele me ajuda muito, é incrível. A Flávia também, sempre me dá dicas de ritmo e tal. Está sendo uma aula, e eu estou muito grato por isso.
- Felipe é enteado de Ulisses, um viciado em apostas. Como esse comportamento vai impactar a imagem de "família perfeita"?
Vai impactar completamente. A família vai tentar continuar mantendo essa imagem, mas a gente está longe de ser perfeito desde o começo, mesmo quando está tudo bem. Obviamente, a gente é igual a todas as outras famílias da novela - igual no sentido de ser disfuncional. Só que a gente meio que esconde isso... Mas uma coisa é verdade: a gente é feliz, tá? Acho que todo mundo é feliz, até o Ulisses. Somos todos felizes dentro dessa nossa loucura e dos nossos preconceitos. Mas família perfeita, não.
- Nos bastidores, você já tem sido elogiado mesmo antes da estreia de 'Quem Ama Cuida'. Como enxerga esse reconhecimento no primeiro trabalho em novelas?
Eu fico muito, muito feliz. Realmente estou dando o meu melhor com o que eu tenho, com o que eu posso. Estou fazendo o melhor que posso ali. Eu não quero ser o melhor, eu quero ser eu, sabe? Quero que isso seja o bastante. Meu sonho é poder sempre trabalhar com isso, trabalhar com o que eu amo e viver disso. Então, se eu estiver fazendo pelo menos o bastante, já fico muito feliz. Lógico que quero fazer o incrível, o extraordinário, claro, mas estou indo com humildade e calma. Então fico muito feliz que esse comecinho esteja indo bem, esteja dando certo. Mas está longe de ser uma batalha ganha, isso é só o começo. A novela nem estreou ainda, então tem toda uma montanha para escalar pela frente, e eu tenho toda consciência disso. Então é isso: elogio é legal, mas agora é bola para frente, continuar fazendo e fazer melhor ainda do que eu estava fazendo.
- Ser filho de grandes nomes da dramaturgia brasileira aumentou sua paixão pela atuação ou trouxe mais pressão?
Acredito que nenhum dos dois. Engraçado, né? Meu pai, se não fosse por ele, acho que eu não teria seguido esse caminho, mas não por influência dele querer que eu trabalhe com isso. Foi porque ele me levava ao cinema desde que eu nasci. O nosso programa é ver filme. A gente vai muito ao cinema, ao teatro também, mas principalmente ao cinema. E ver filme em casa também. Ele é muito apaixonado por cinema, então meio que o nosso programa sempre foi esse. Acho que fui me apaixonando por aí. Mas eu não sinto pressão, não é porque eles trabalham com isso que eu vou trabalhar também. É uma coisa de que eu realmente fui gostando. Parece até papinho meu, tipo: 'Meus pais são assim, então eu sou também'. É engraçado, mas é uma coisa que eu sinto mesmo, de verdade.
- Recebeu algum conselho da Giovanna Antonelli e do Murilo Benício ao revelar que estaria no folhetim?
Para a novela especificamente, não. Eles sempre me ajudam em testes e tal, mas para a novela especificamente não. Teve uma coisa ou outra, lógico, mas isso é o que acontece sempre. A gente conversa muito sobre atuação. Eles sempre me passam várias coisas, sabe? E nem falamos tanto sobre uma cena específica. A gente fala sobre atuação em geral, porque quando você entende atuação em geral, vai aplicando isso nas cenas que for fazer.





