Luis Ricardo comanda nova edição do ’Viva a Noite’Rogerio Pallatta / SBT

Rio - Luis Ricardo, de 63 anos, assumiu o comando do "Viva a Noite", que marcou gerações nos anos 80 e 90 sob a apresentação de Gugu Liberato. Conhecido por mesclar entretenimento, música e quadros de variedades, o programa conquistou o público após as edições comemorativas no ano passado e se tornou fixo nos sábados, às 22h30.
O apresentador destaca a responsabilidade de conduzir uma atração tão querida pelos telespectadores. "São gerações diferentes revendo o programa que tem uma energia surreal! Dá para sentir esse carinho durante as gravações, com a plateia sempre animada e participativa, cantando as marchinhas e as músicas que marcaram época", afirma. 
Sobre as comparações com Gugu Liberato, Luis ressalta que deseja colocar a própria essência no programa. "São inevitáveis, mas foco na minha autenticidade, no que posso trazer de novo", diz. O trabalho fora das câmeras também colabora para diferenciar os formatos. "Nos bastidores, o que me surpreendeu foi a dedicação da equipe, o amor nos detalhes e principalmente a energia de todos".
Questionado sobre ajustes para as próximas edições, o artista garante que novidades estão sendo pensadas. "Ainda é muito cedo para responder essa pergunta, pois o feedback do público está sendo muito positivo. Mas claro que vamos procurar inovar sempre. Tem um quadro que será feito em externa que estou ansioso para colocar no programa", adianta. 
Além da televisão, Luis também pensa em como o "Viva a Noite" pode se conectar com o público que consome os conteúdos do SBT nas redes sociais. "Penso o programa também para o digital, com trechos exclusivos e interação com a audiência".
Carreira na TV
Luis Ricardo ficou conhecido nacionalmente por ter sido intérpretes do palhaço Bozo, que marcou a televisão brasileira nos anos 80 e início dos 90. Ele carrega lições da época em que substituiu Wandeko Pipoca, primeiro a viver o personagem no país. "O Bozo me ensinou a importância de conectar com a criança interior e o poder da alegria", conta.  
O apresentador também recorda os anos em que trabalhou e aprendeu com Silvio Santos os segredos do palco. A convivência com o ícone da televisão brasileira, que faleceu em agosto de 2024 em decorrência de broncopneumonia após infecção por influenza (H1N1), deixou marcas profundas. "O Silvio me ensinou a ouvir o público, ter respeito e principalmente ser autêntico", analisa.
Em um dos estúdios do SBT ele viveu um momento tenso ao sofrer queimaduras durante performance com fogo no "Programa do Ratinho" há 11 anos, que não tiraram a prazer de estar no palco. "Mesmo depois de tantos anos, a adrenalina antes de entrar sempre me dá um frio na barriga, é um respeito enorme pelo público", conclui.