Reality ’Casa do Patrão’ não caiu nas graças do público Reprodução / X

Rio - Nova aposta de Boninho, o reality show "Casa do Patrão" estreou há dois meses em uma parceria da Record com o Disney+, mas deve terminar em julho com pouca relevância e precisando de mudanças significativas para a segunda temporada.
O programa entrou no ar após a forte repercussão do "Big Brother Brasil 26". A reta final da atração da TV Globo mobilizou o público com a decisão de Ana Paula Renault de seguir no jogo após ser informada sobre a morte do pai, Gerardo Renault, aos 96 anos.
Já na primeira Prova do Patrão ocorreu um corte na transmissão ao vivo e o público não conseguiu acompanhar o resultado. Além disso, a qualidade das imagens repercutiu na web. "Olhem a qualidade do som, das câmeras, do contraste. É a Casa do Apagão. Vergonha alheia", opinou um usuário do X, antigo Twitter.
Leandro Hassum dividiu opiniões no comando da atração devido às gafes. Ele se atrapalhou ao vivo e anunciou o "Jornal da Record" em vez da série "Chicago Fire: Heróis contra o Fogo - 13ª Temporada". Em outro episódio, o apresentador quase usou o termo "líder" do "BBB". "Agora vamos conversar com nosso líd... Nosso grande Patrão, o Luís", afirmou, se corrigindo a tempo.
Hassum chegou a fazer um desabafo no programa sobre os comentários negativos. "Já vou quebrar o protocolo aqui, não adianta nem reclamar comigo, meu chefe. Quero agradecer demais à Record e à Disney+ pela confiança e, principalmente, a você, Boninho. Você ensinou o Brasil a gostar de reality. Muito obrigado por acreditar num comediante como apresentador", disse. 
Boninho também virou assunto pelas várias interferências no andamento do programa. Em uma delas, o diretor alfinetou os integrantes. "Um aviso curioso e coletivo: não fiquem com medo de serem cancelados, porque vocês não são conhecidos. Só é cancelado quem é conhecido", disparou.
Apostando em 18 anônimos, "Casa do Patrão" reuniu perfis variados, mas sem nomes de forte apelo popular que conseguissem atrair audiência. A exceção é Sheila Barbosa. Aos 51 anos, a capitã da Polícia Militar da Bahia é apontada como favorita ao prêmio de R$ 2 milhões. O destaque isolado da participante mostrou a incapacidade da atração em formar rivalidades que dividissem o público.
O calendário trabalhou contra o programa, já que a temporada é exibida em meio à Copa do Mundo de 2026. A Record sofre com as concorrências do SBT e da TV Globo, emissoras detentoras dos direitos de transmissão do evento esportivo. Um episódio do reality foi cancelado devido à partida entre Brasil e Haiti. 
Apesar de estrear elevando os índices de audiência da Record, o programa amarga a terceira colocação na audiência, permitindo ao SBT a vice-liderança. Segundo dados consolidados pelo Ibope na Grande São Paulo, o reality acumula média de 3,2 pontos e perde até mesmo nos dias de "Tá na Reta", em que a berlinda é definida.