Tiago Leifert será o apresentador de mais uma temporada do ’The Voice Brasil’Reprodução/SBT

O "The Voice Brasil' reencontrará vozes marcantes de outras edições na temporada de 2026. Sob o comando de Tiago Leifert, a competição estreia neste domingo (27), às 18h, com exibição ao vivo e simultânea no SBT e no Disney+. O time de técnicos será renovado com a chegada de Lauana Prado, Paulo Ricardo e Diogo Nogueira, além da dupla Matheus & Kauan, que segue na atração.
A principal novidade são os "Diamantes", cantores que seguiram carreira após a participação no programa. Eles voltam às audições às cegas sem serem identificados e, caso uma das cadeiras vire, todas as outras também são acionadas. "O Diamante é uma voz que já participou do 'The Voice Brasil' e que se deu bem na vida. Saiu do 'The Voice', criou seu próprio nicho, criou seu repertório e começou a ter uma carreira muito boa", explica Tiago Leifert.
Depois da apresentação, o próprio artista escolhe em qual equipe quer trabalhar. Os ex-participantes escolhidos passam a acompanhar os competidores ao longo da temporada, se juntam aos ensaios e funcionam como uma espécie de apoio dentro dos times. Tiago define a função como a de um "anjo da guarda", capaz de usar a experiência adquirida após o programa para auxiliar as novas vozes e os técnicos.
Para Boninho, a mudança nasceu da tentativa de manter o público mais próximo dos artistas ao longo da competição. "A gente insiste sempre em ter alguma coisa diferente em cada temporada, porque isso traz um frescor para o público. Então, o Diamante é essa carinha nova que a gente está trazendo", conta.

A bancada também chega diferente. Lauana Prado, Paulo Ricardo e Diogo Nogueira se juntam a Matheus & Kauan, e a mistura de sertanejo, rock e samba já interferiu na formação dos times. Segundo Tiago, a expectativa inicial de que cada técnico buscasse candidatos ligados ao próprio gênero não se confirmou durante as gravações.
"A gente tem a tendência de achar: 'Ah, o sertanejo vai com o sertanejo, o samba/pagode vai com o samba/pagode', mas não foi o que aconteceu", adianta. O apresentador conta que Diogo, por exemplo, entrou na disputa por vozes de outros segmentos e conseguiu levar alguns desses participantes para sua equipe.

O sambista conta que a escolha é pautada pelo que cada candidato consegue transmitir no palco. "Eu acho que o mais importante é estar superatento à voz, independente do ritmo que o artista mais admira", afirma. Para ele, a função dos técnicos é perceber o que já existe em cada participante e contribuir com a experiência construída fora do programa.

Lauana Prado chega à bancada com uma experiência diferente dos colegas. Ela foi semifinalista da primeira edição do "The Voice Brasil", há 14 anos, quando teve apenas a cadeira de Carlinhos Brown virada para sua apresentação. "Eu também tenho uma vantagem sobre eles: sou novata como técnica, mas como candidata já sou veterana e eles não têm essa experiência", brinca. A cantora pretende levar para equipe uma proximidade que considera ter se desenvolvido no formato ao longo dos anos.

Ao relembrar a própria passagem pelo programa, Lauana destaca que ter apenas uma cadeira virada não diminui o talento de um participante. “Isso pode mudar a vida do candidato ali, independente da quantidade de artistas que são chamados a atenção através daquela voz”, afirma.
Agora do outro lado, ela quer estabelecer uma relação mais próxima com quem estiver em seu time. "Essa coisa um pouco mais pessoal, um pouco mais humana, pode ser um pulo do gato para essa voz, para esse artista ir mais longe na edição do programa."

Paulo Ricardo também realiza uma vontade antiga ao entrar para o reality. O convite, segundo ele, surgiu durante um encontro com Boninho. "Ele falou: 'Pô, vai rolar a nova temporada e você está convidado'. Eu falei: Estou dentro! Que maravilha, vamos embora!'. Um sonho que se realiza", recorda.

Além da nova formação, o nível dos candidatos chamou a atenção dos técnicos durante as primeiras gravações. Paulo afirma ter se surpreendido com o preparo das vozes e acredita que os "Diamantes" também vão elevar as disputas entre os times. "Eu tenho certeza que o Diamante de cada time é um monstro. Então, as pessoas vão ver batalhas, performances históricas", diz. "Eu não me lembro de ter esse nível de profissionalismo, de talento quando eu comecei. (...) A gente fica até intimidado."

O entrosamento entre os novos técnicos também virou parte da dinâmica antes mesmo da estreia. Matheus conta que a conexão entre os cinco se estabeleceu rapidamente durante as gravações. "Vai ter muita música boa, muita resenha. O nosso santo bateu literalmente aí com todo mundo", resume.


*Reportagem da estagiária Carolina Irigoyen, sob supervisão de Isabelle Rosa