Tiago Leifert será o apresentador de mais uma temporada do ’The Voice Brasil’Reprodução/SBT
A bancada também chega diferente. Lauana Prado, Paulo Ricardo e Diogo Nogueira se juntam a Matheus & Kauan, e a mistura de sertanejo, rock e samba já interferiu na formação dos times. Segundo Tiago, a expectativa inicial de que cada técnico buscasse candidatos ligados ao próprio gênero não se confirmou durante as gravações.
O sambista conta que a escolha é pautada pelo que cada candidato consegue transmitir no palco. "Eu acho que o mais importante é estar superatento à voz, independente do ritmo que o artista mais admira", afirma. Para ele, a função dos técnicos é perceber o que já existe em cada participante e contribuir com a experiência construída fora do programa.
Lauana Prado chega à bancada com uma experiência diferente dos colegas. Ela foi semifinalista da primeira edição do "The Voice Brasil", há 14 anos, quando teve apenas a cadeira de Carlinhos Brown virada para sua apresentação. "Eu também tenho uma vantagem sobre eles: sou novata como técnica, mas como candidata já sou veterana e eles não têm essa experiência", brinca. A cantora pretende levar para equipe uma proximidade que considera ter se desenvolvido no formato ao longo dos anos.
Ao relembrar a própria passagem pelo programa, Lauana destaca que ter apenas uma cadeira virada não diminui o talento de um participante. “Isso pode mudar a vida do candidato ali, independente da quantidade de artistas que são chamados a atenção através daquela voz”, afirma.
Paulo Ricardo também realiza uma vontade antiga ao entrar para o reality. O convite, segundo ele, surgiu durante um encontro com Boninho. "Ele falou: 'Pô, vai rolar a nova temporada e você está convidado'. Eu falei: Estou dentro! Que maravilha, vamos embora!'. Um sonho que se realiza", recorda.
Além da nova formação, o nível dos candidatos chamou a atenção dos técnicos durante as primeiras gravações. Paulo afirma ter se surpreendido com o preparo das vozes e acredita que os "Diamantes" também vão elevar as disputas entre os times. "Eu tenho certeza que o Diamante de cada time é um monstro. Então, as pessoas vão ver batalhas, performances históricas", diz. "Eu não me lembro de ter esse nível de profissionalismo, de talento quando eu comecei. (...) A gente fica até intimidado."
O entrosamento entre os novos técnicos também virou parte da dinâmica antes mesmo da estreia. Matheus conta que a conexão entre os cinco se estabeleceu rapidamente durante as gravações. "Vai ter muita música boa, muita resenha. O nosso santo bateu literalmente aí com todo mundo", resume.
*Reportagem da estagiária Carolina Irigoyen, sob supervisão de Isabelle Rosa



