Livre, leve e solta (continuação)

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Por O Dia

LONGE DE PADRÕES

A modelo defende que a mulher é totalmente livre para fazer o que bem entende. "Costumo dizer que ser mulher no Brasil é uma chatice. É muito difícil. Tem que entrar nos 'padrões'. E se você sai dos 'padrões', é julgada'", avalia. No caso de Geisy, estar em um padrão nunca lhe atraiu. Muito pelo contrário. "Se eu quiser sair com um cara e transar no mesmo dia porque estou com vontade, vou fazer. Se eu quiser pagar conta, também pago. Acabei me tornando uma feminista ativa dos nossos direitos".

NÃO É OBRIGADA

Geisy se identifica com o termo "mulher à frente do seu tempo" e diz que nasceu na época errada. "Talvez daqui a 200 anos eu volte e as coisas estejam melhores", brinca ela, que diz ter a alma "muito livre". "Não acredito que a mulher tem que seguir um padrão de vida, ou de comportamento, ou de roupa. Não sou obrigada a casar, não sou obrigada a ter filho se eu não quiser. E não preciso ser o que as pessoas esperam", destaca a moça, que vai além. "Talvez esse meu excesso de liberdade seja confundido com libertinagem. E as pessoas me julgam, mas é porque eu afronto mesmo. Sou muito assim. Eu respiro e transpiro liberdade".

FAMA PROLONGADA

Diferentemente de muitas celebridades que vêm e vão, Geisy conseguiu estender os seus minutos de fama em anos. Ela entrega sua fórmula. "Tem pouquíssimas pessoas que dão a cara a tapa, que falam o que pensam, que expõem suas vidas, fraquezas, medos, que colocam o dedo na ferida. O problema de alguns artistas, alguns ex-BBBs, essa galera que tem a fama e perde, é que eles começam a achar que não precisam do jornalista, que ele (repórter) faz um favor ao ligar. Mas, na verdade, é uma via de mão dupla", frisa. "Eu preciso do jornalista, sim, dou muito valor a ele. Tenho produtores de TV que já passaram em '50 emissoras' e ainda me põem em pauta porque gostam de mim porque eu topo, falo, sou acessível", acrescenta.

PERSONALIDADE ASSUSTA

Quando o assunto é a vida amorosa, Geisy diz que está solteira há mais de um ano. "É difícil namorar uma mulher como eu por causa da minha personalidade, que é muito forte", justifica, aos risos. "Mas agora estou focada mesmo nos contos eróticos, namorar não, mas se aparecer, estou aí (risos)", diverte-se. A loura, que é bissexual assumida, conta que é muito assediada nas redes sociais. Mas no cara a cara, o clima é bem diferente. "Mulher independente e tão dona de si, assusta um pouco. Mas o assédio é mais pelas redes sociais. Pessoalmente, eu assusto", entrega, às gargalhadas.

NUDES

Ela revela que recebe cantadas de homens e mulheres, mas a maioria é do público masculino — que inclusive também manda mais nudes pelo Instagram. "Normalmente, as mulheres me perguntam coisas do tipo: 'como que você conseguiu ser livre desse jeito? Como é casa de swing? Nunca gozei na vida, como é que é? Como faço para meu marido não me trair?'", explica ela, que ainda ouve das fãs coisas do tipo: "Não sou lésbica, mas com você eu ia".

E-BOOKS E YOUTUBE

No momento, Geisy tem apostado na internet para tirar seu sustento. Um dos projetos é uma coletânea de e-books (livros online), a qual ela se dedica há mais de quatro meses. "Começou como hobby nas horas vagas e depois virou profissão. O título provavelmente vai ser 'O Prazer da Vingança'", adianta a escritora, toda empolgada. "Estou vivendo 24 horas os meus contos eróticos, pesquisando, fazendo laboratório", acrescenta.

Outra iniciativa é o canal Ponto G - Geisy Arruda, que "estreou" só há três semanas — foi criado em 2014 — e já acumula mais de 41 mil inscritos e mais de 800 mil visualizações. "Infelizmente no YouTube, a gente sofre uma censura muito grande sobre vídeos com conteúdo sexual. A gente monetiza muito pouco", desabafa ela, que está negociando com marcas para anunciar nos vídeos para tentar aumentar o lucro.

SEXO

Entre os próximos entrevistados da youtuber estão Kid Bengala e um ator pornô anão — na última sexta, Geisy invadiu um estúdio de gravação pornô para realizar a missão e compartilhou nas redes sociais. "Se é para falar sobre o que quero, vou ciente de que posso ser censurada, que o meu vídeo não vai monetizar como se eu tivesse falado sobre uma receita de bolo de limão. É o preço que pago", reclama ela, que enche o cofrinho como digital influencer no Instagram. "Tenho 1,5 milhão de seguidores. Lá, faço ações que rendem bastante, tanto no stories quanto no publipost. Dá pra ganhar uma grana", comemora.

Questionada sobre a importância do sexo em sua vida, Geisy não usa meias palavras. "Nos meus relacionamentos é 80% fundamental. Sou muito sexual, muito! Sou do tipo que, se não transar, fica mal-humorada, chata. Eu brigo para transar, arrumo briga para depois fazer as pazes", revela, aos risos.

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