Aventuras Maternas: Ficar em casa e amenizar o caos

Especialistas dão dicas para ajudar as famílias a enfrentarem o período de isolamento social

Por O Dia

Cartaz 'Fica em casa'
Cartaz 'Fica em casa' -

Rio - Nas últimas semanas, muito se falou sobre o que o Coronavírus estava causando no mundo inteiro, mas poucas eram as ações de fato que estavam chegando ao Brasil. Porém, desde o dia 13 de março, medidas mais duras começaram a ser tomadas, inclusive com recesso escolar para estudantes das redes pública e privada. E para ajudar nesse momento, conversamos com diferentes profissionais que podem ajudar as famílias a passarem de forma menos traumática por esse período.

Patrícia Rezende, pediatra do Prontobaby: "É preciso ficar de olho na febre de início súbito, acompanhada de tosse, dor de garganta ou dificuldade respiratória; e pelo menos mais um desses sintomas: cefaleia, mialgia ou artralgia. Nos menores de 2 anos, além da febre e tosse, coriza ou obstrução nasal também já definem a síndrome gripal. Caso a criança apresente algum desses sintomas, o ideal é que o pediatra seja comunicado para orientar sobre a medicação correta, pois alguns remédios não são indicados para o momento. Os pais só devem procurar a emergência em casos realmente graves, pois podem acabar adoecendo ao entrarem em contato com portadores de Coronavírus que estão procurando atendimento médico. Inicialmente, tínhamos a informação de que era uma doença mais branda em crianças. Porém, tudo é muito novo e as informações estão mudando a cada instante. Já temos informações mais atuais de crianças com evolução desfavorável".

Talita Guesa, sócia da Faísca Eventos: "Para passar o tempo, os pais podem imprimir desenhos para pintar. Para estimular a coordenação motora e a criatividade, os pequenos podem recortar uma folha de sulfite em formas diversas para fazer seu próprio quebra cabeça. Plantar feijão no algodão e ver a evolução e o cuidado também é legal, assim como fazer receitas básicas como bolos, tortas e biscoitos. Já para não perder a rotina das aulas, vale recorrer a alguns aplicativos de atividades escolares, tal como Google Classroom, Discovery Kids Play, Som Animal e Matemática Fácil, para que os pequenos continuem aprendendo durante o recesso. Pense em uma grade de atividades que intercale as brincadeiras com os estudos mais dinâmicos pelo celular ou tablet".

Deise Moraes, psicóloga: "Os pais precisarão ter jogo de cintura e criatividade para que os pequenos não fiquem entediados em casa. Além das diversas brincadeiras possíveis, os cuidados de higiene e para a prevenção também podem se tornar divertidos. Cante enquanto lava as mãos para garantir que a criança faça a higiene pelo tempo necessário, faça do álcool em gel aquele "amigão forte, que vai matar todas as bactérias" ou da máscara (quando for necessária) um acessório de super herói. E informe o porquê de tudo isso. Explique o que está acontecendo de maneira muito delicada, para que a criança não fique assustada. Use palavras de fácil entendimento e que já façam parte de seu universo. E para que não pensem que estão de férias, incentivem atividades de acordo com cronograma escolar que estão seguindo: façam leituras, treinem contas matemáticas, incentivem a contação e a escrita de histórias. Aproveitem o contexto para explicar conteúdos relacionados à Geografia e Ciência, por exemplo. O segredo, nesse momento, é deixar a imaginação fluir nas brincadeiras, focar sempre na prevenção e evitar assustá-las com as notícias do contágio e das mortes. Quanto mais calmos nos mantivermos, mais calmas as crianças também ficarão".

 

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