Anny Barros é a vencedora do concurso Miss Plus Size Nacional 2026Divulgação
Vencedora do 'Miss Plus Size Nacional 2026', Anny Barros deseja inspirar outras mulheres
Professora de educação física fala sobre a diversidade dos corpos e recorda preconceito
Rio - Vencedora do concurso "Miss Plus Size Nacional 2026", Anny Barros pretende usar as redes sociais para dar voz às mulheres e ajudá-las a aceitarem seus corpos reais. A professora de educação física de 38 anos comenta a importância da desconstrução dos padrões de beleza impostos pela sociedade e o poder do fortalecimento da autoestima feminina.
"Meu objetivo é incentivar outras mulheres a abraçarem seus corpos, a aumentarem a autoestima. Quero fazer uma abordagem humanizada, cheia de representatividade e baseada em experiências reais, na qual eu vivencio e vejo. Pretendo dar voz e vez a quem nunca foi ouvida e fazer com que elas enxerguem o quanto grandiosas são, e o que o corpo delas é 'liberdade' e não 'prisão'", afirma Anny.
Natural de Pernambuco, no Recife, a modelo desbancou outras 48 anos candidatas no concurso, idealizado por Eduardo Araújo, e que, pela primeira vez, aconteceu no formato on-line e gratuito. "Ainda não consigo descrever a emoção que senti e que estou sentindo no meu coração, já que sempre levantei a bandeira e lutei para que mulheres como eu, gordas, tivessem espaço na sociedade e fossem reconhecidas e respeitadas. Ser miss, para mim, vai além de uma faixa e de uma coroa, é uma missão. Hoje me sinto preparada para representar todas as mulheres do meu país", declara.
Ela também expressa a importância do concurso de beleza. "Ele celebra a diversidade de corpos, o empoderamento feminino e a quebra de paradigmas na sociedade. Oferece vez e voz às mulheres que muitas vezes foram silenciadas pelo puro preconceito", opina ela, que conta como o título de campeã impactou em sua relação com o próprio corpo.
"Ele funciona como uma ferramenta de superação de preconceito para que eu possa ajudar mulheres de todo o Brasil a se reencontrarem, a terem autoestima e se amarem como são. Sempre amei meu corpo. Meu corpo nunca foi um empecilho, sou muito bem resolvida, porém, sempre tive vontade de ajudar mulheres que se abatem pelo preconceito da nossa sociedade, e hoje eu ganho força e voz para levantar essa bandeira por elas. Estou radiante com essa conquista".
Anny, inclusive, relata que já foi alvo de preconceito por trabalhar como professora de educação física. "As pessoas julgavam. Determinam sua inteligência pelo seu corpo, sendo que eu com o meu corpo consigo fazer uma alimentação saudável. E minha inteligência, meu profissionalismo, não está no meu corpo".
Apesar dos julgamentos, ela não se deixou abater e, atualmente, tem um coletivo de dança. "A gente trabalha as danças, culturas populares, teatro e tudo que que envolve a arte. É um projeto sem fins lucrativos. A gente faz por amor a crianças, para ao invés delas estarem nas ruas, estejam ali, aprendendo uma profissão e que possam futuramente estar ganhando dinheiro com isso".

