Gracyanne Barbosa participa do quadro ’Dança dos Famosos’, do ’Domingão’Beatriz Damy / TV Globo

Muito além do entretenimento na novela "Quem Ama Cuida", que ocupa a faixa das 21h, e no "Domingão com Huck", a dança se firma como uma boa aliada para o corpo e a mente. Segundo o professor Rolon Ho, a presença do ritmo na TV ajuda o público a perder a vergonha de arriscar os primeiros passos, trazendo benefícios que vão da tonificação muscular ao alívio emocional.


"Isso dá visibilidade e ajuda a conquistar um novo público. Muitas pessoas ainda têm bloqueios, sentem vergonha, acreditam que não sabem dançar ou não querem se expor. Quando a televisão, as novelas, os programas, os eventos e as redes sociais mostram que qualquer pessoa pode dançar, acabam estimulando o público a experimentar a dança", comenta o profissional, que faz dupla com Gracyanne Barbosa na "Dança dos Famosos".
Rolon desmistifica os rumores de que é preciso ter determinado corpo, idade ou habilidade para começar a dançar. "Essa ideia foi construída há muito tempo por profissionais que exigiam que bailarinos e dançarinos tivessem um corpo considerado esbelto, leve e adequado para a dança. Felizmente, isso mudou. Hoje existe um novo olhar e entendemos que qualquer pessoa pode dançar."
Ele ainda cita como exemplo a 'Dança dos Famosos'. "Os professores e os artistas têm corpos diferentes, e nada impede que façam um belíssimo trabalho. Mesmo assim, ainda ouvimos pessoas dizendo: 'Sou alto demais', 'sou gordo demais', 'sou magro demais' ou 'acho que não combino com a dança'. Muito pelo contrário. A dança potencializa o ser humano. Ela nunca diminui ninguém, ela eleva."
Para o professor, 'mexer o esqueleto' pode ser uma boa opção para quem não gosta de 'puxar ferro' na academia. "A dança é uma atividade completa, que movimenta o corpo inteiro. Quando você começa a dançar com mais frequência e intensidade, pode até acordar dolorido no dia seguinte. É uma dor diferente daquela provocada pela musculação ou por uma pancada. Quando chega a hora de dançar novamente, você alonga a região dolorida, o corpo se aquece e logo está pronto para outra aula. A dança tira você de um lugar e leva para outro, com mais disposição, consciência corporal e qualidade de vida."
O profissional ainda destaca a constância da atividade, e analisa os diferentes resultados obtidos pelas pessoas que se dedicam à dança: "Algumas podem perder peso e melhorar a qualidade de vida. Para outras, a dança ajuda a controlar a ansiedade, enfrentar a depressão ou atravessar um momento difícil, como um divórcio. Ela atua justamente naquilo de que cada pessoa mais precisa naquele momento."

O corpo definido também pode ser uma consequência. "A dança ajuda bastante a tonificar o corpo, inclusive o abdômen. Você não dança completamente solto ou de qualquer jeito. É preciso estar com o corpo presente, firme e com tônus muscular. Conforme a pessoa busca uma performance melhor e movimentos mais complexos, percebe a importância de fortalecer o corpo. Isso também pode estimulá-la a procurar a musculação para desenvolver a força e voltar à dança com um desempenho ainda melhor."
Entre os ritmos que exigem mais preparo físico, Rolon destaca "o calypso, o tecnobrega, o merengue paraense, o rock e o funk". Já o mais difícil tecnicamente, segundo ele, é o samba de gafieira. "É bastante complexo."