Sabores do Nordeste ganham um toque de carinho em uma criação especialDivulgação
Essa paixão o levou a momentos marcantes, como a formação em gastronomia e a oportunidade de vestir a doma de estudante da Le Cordon Bleu. Ao longo dessa caminhada, entre desafios, conquistas e histórias de vida, Téo passou a enxergar a gastronomia como muito mais do que uma profissão. Para ele, cozinhar é também uma maneira de transmitir carinho, criar memórias e contar histórias.
E foi justamente dessa sensibilidade que nasceu uma homenagem que me deixou muito feliz e emocionada. Depois de conhecer um pouco mais da minha história e descobrir minhas raízes nordestinas, Theo criou especialmente para mim a Paella Gardênia Cavalcanti, reunindo ingredientes que remetem à força e aos sabores do Nordeste. Um prato pensado não apenas para ser degustado, mas para carregar identidade, afeto e, como o próprio chef define, um verdadeiro abraço em forma de gastronomia.
Quando tive uma segunda chance na minha vida, depois do acidente em que fui dado como morto, saí do hospital aos 36 anos pensando: “Eu quero viver daquilo que mais gosto de fazer na minha vida: cozinhar.”
Foi aí que decidi transformar a minha paixão em profissão e lutar pelo meu sonho.
Ao longo da sua trajetória, quais foram os momentos mais importantes ou desafiadores que ajudaram a construir o chef que você é hoje?
Mas também vivi um dos momentos mais difíceis quando soube que meu filho era autista. Ao mesmo tempo em que aquilo mudou a minha vida, ele se tornou o meu maior combustível.
Tiveram dias em que eu pensei em desistir. Mas bastava olhar para ele para encontrar forças novamente. A vontade de vencer ficava muito maior.
Ele me ensinou, todos os dias, a nunca desistir dos meus sonhos.
A gastronomia também é uma forma de contar histórias e criar memórias. O que a cozinha representa para você, além do trabalho? Existe algum prato, ingrediente ou lembrança da sua infância que tenha marcado essa relação?
Cozinhar, para mim, é muito mais do que preparar uma comida. É onde eu me acalmo, me alegro, encontro paz e me sinto feliz.
Quando penso na minha infância, uma das primeiras lembranças que vêm à minha cabeça é aquela comida simples e cheia de amor: arroz e feijão.
Você decidiu criar um prato especial em minha homenagem. Como surgiu essa ideia e o que ela representa para você?
Foi então que pensei em criar um prato que tivesse uma identidade nordestina e que pudesse representar um pouco dessa história. Assim nasceu a Paella Gardenia Cavalcanti, uma homenagem feita com muito carinho e respeito.
E como foi o processo de criação desse prato? Quais ingredientes e características você escolheu para traduzir a personalidade ou a essência da Gardênia na gastronomia?
Eu quis trabalhar principalmente com carnes suínas, porque acredito que elas têm uma ligação muito forte com a gastronomia nordestina.
Escolhi ingredientes como torresmo, picanha suína, costela suína, filé suíno, carne de sol, linguiça mineira, calabresa, linguiça fina apimentada e queijo coalho.
Para mim, todos esses ingredientes têm uma identidade muito forte e combinam com você e com as raízes nordestinas que queria homenagear.
Quando você entrega um prato criado especialmente para homenagear alguém, o que espera despertar nessa pessoa e nas pessoas que vão experimentar essa criação? E o que significa para você ver o seu trabalho sendo reconhecido dessa maneira?


Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.