Psiquiatra fala sobre o uso de antidepressivos e faz um alerta Reprodução

Olá, meninas!
Dados do Conselho Federal de Farmácia apontam que a venda de antidepressivos e estabilizadores de humor cresceu cerca de 58% entre os anos de 2017 e 2021. Usar estes remédios sem orientação médica infelizmente é uma prática muito comum. Todos estes medicamentos precisam de receita e muitos podem causar sérios efeitos colaterais. Além disso, esse tipo de remédio exige um bom acompanhamento terapêutico.
E você, já usou algum antidepressivo sem acompanhamento de um médico? Para saber mais e tirar todas as dúvidas sobre o assunto, conversamos com o psiquiatra Ervin Cotrik. Ele explica quando é preciso ligar o sinal de alerta e deixa um recado “Nunca se automedique!”. Confira:
Antidepressivos causam dependência?
Não. Embora exista a possibilidade de efeitos colaterais, os antidepressivos não são medicamentos que apresentam potencial para causar dependência.
O clonazepam é um antidepressivo?
O clonazepam é um calmante que atua da seguinte maneira: em doses baixas, ele possui uma função “ansiolítica”, ou seja, ajuda a aliviar a angústia e os sintomas físicos da ansiedade, por exemplo. Em doses médias, exerce um efeito de relaxamento muscular. Já em doses elevadas, pode provocar sonolência. Vale ressaltar que a definição do que é considerado dose baixa, média ou alta, varia de pessoa para pessoa. Lembrando que este medicamento tem potencial para causar dependência.
O antidepressivo também trata transtornos de ansiedade?
Sim. O nome antidepressivo é um termo incompleto. Com indicação médica ele ajuda no tratamento de diversos transtornos de ansiedade, como o transtorno do pânico e o transtorno de ansiedade generalizada. Vale lembrar que a psicoterapia e a atividade física potencializam o tratamento medicamentoso.
Quem toma Zolpidem tem efeitos adversos no sono?
Em 1% a 10% dos casos, de acordo com a bula, podem ocorrer efeitos colaterais indesejáveis, como períodos de amnésia, comportamentos e atividades atípicas durante o sono, como se alimentar, andar pela casa e apresentar alucinações. Ou seja, isso acontece na minoria dos casos, se fosse na maioria das pessoas, a Anvisa não aprovaria o seu uso. Os riscos aumentam quando o medicamento é administrado de forma inadequada, por exemplo, em doses altas, em uso conjunto com álcool.
Gostaram das dicas? Para saber mais sobre o assunto é só acompanhar a entrevista com o Dr. Ervin no meu programa “Vem Com a Gente”, na TV Band, a partir das 13h40. Espero vocês! Clique aqui.
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