A mulher que fez do samba sua casa e da Portela sua famíliaReprodução/Internet
Nossa querida tia Surica, a Iranette Ferreira Barcellos, nasceu em 17 de novembro de 1940, no bairro de Madureira, no Rio de Janeiro. Desde cedo o samba já corria nas suas veias: com apenas 4 aninhos, ela já desfilava pela Portela, coladinha na cintura da mãe.
A avó, com todo carinho, a apelidou de “Surica” — um nome que até hoje carrega com tanta alegria e personalidade.
O legado dela no mundo do samba é gigante! Em 1966, Tia Surica foi uma das intérpretes do samba-enredo “Memórias de um Sargento de Milícias”, de Paulinho da Viola — um momento histórico, porque ela ajudou a levar esse samba à Avenida com garra e emoção.
Não para por aí: a casa de Tia Surica, o famoso “Cafofo da Surica”, virou ponto de encontro de bambas. Lá acontecem rodas de samba inesquecíveis, com amigos, compositores da Portela e sambistas de toda a vida.
E a feijoada da Tia Surica? Ah, essa é lendária — tão marcante que virou Patrimônio Histórico e Cultural do Estado do Rio de Janeiro.
Em 2003, já com 63 anos, ela lançou seu primeiro CD solo — reunindo grandes nomes da Portela como Monarco, Chico Santana e Anice.
E em 2015, foi a primeira mulher a ganhar o título de “Cidadã do Samba”, uma honraria que mostra o quanto ela é respeitada e querida no universo do samba.
Mais recentemente, Tia Surica se tornou presidente de honra da Portela, sendo a primeira mulher a ocupar essa posição tão simbólica na escola.
Sua ligação com a Portela é profunda: ela costuma dizer que “não está na Portela, é Portela”, de tanto que vivencia essa família azul e branca no dia a dia.
Prefeitura do Rio de Janeiro
Além de sambista, Tia Surica também tem presença na televisão: participou da famosa série Cidade dos Homens e esteve em outros programas e comerciais.
Mas sabe o que mais impressiona nessa dama do samba? É a fidelidade ao seu legado. Ela é uma matriarca – não só da Portela, mas da cultura popular. É voz de sabedoria, é ponte entre gerações, é quem inspira os mais jovens a manterem vivo o som e a alma do samba.
Hoje eu celebro você, Tia Surica: o batuque que ecoa, a risada que ilumina, a história que emociona. Que seu aniversário seja tão vibrante quanto uma roda de samba na madrugada, tão cheio de afeto quanto sua casa no Cafofo, tão significativo quanto seu legado para a Portela e para o samba. Viva você, nossa musa, nossa conselheira, nossa eterna guardiã do samba!
Parabéns, tia Surica — que venham muitos anos de samba, feijoada e alegria!

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