Hormônios, rotina e descanso influenciam muito mais do que a gente imaginaReprodução/Internet

Olá, meninas!
Em algum momento da vida, muitas mulheres se olham no espelho e pensam: “Ué, mas eu não mudei tanto assim… então por que meu corpo mudou?” A resposta, na maioria das vezes, não está na falta de esforço, e sim nas transformações hormonais que acontecem naturalmente com o passar dos anos. Essa fase costuma trazer desafios extras para o controle do peso — e não é só sensação. Os números mostram que mais de 60% dos adultos brasileiros estão acima do peso, e entre as mulheres esse cenário tende a se tornar ainda mais complexo em determinadas etapas da vida.

A nutricionista Fernanda Lopes explica que o estrogênio é um dos grandes protagonistas dessa mudança. Esse hormônio ajuda a regular tanto o gasto de energia quanto a maneira como o corpo distribui gordura. Quando sua produção começa a cair, o metabolismo desacelera e o organismo passa a armazenar gordura de outra forma. Ou seja: não é falta de disciplina, é o corpo funcionando de um jeito novo.
E não para por aí. A partir dos 40 anos, a perda de massa muscular começa a acontecer de forma mais evidente — e, com as alterações hormonais, esse processo tende a acelerar. Fernanda explica que o músculo é um dos tecidos que mais consome energia no corpo. Então, quando ele diminui, o gasto calórico em repouso também cai. O resultado? A gordura tende a se concentrar mais na região abdominal, o que acende um alerta para a saúde metabólica.

Outro ponto que pesa bastante nessa equação é o sono — ou a falta dele. Dormir mal bagunça hormônios importantes ligados à fome e à saciedade, como a grelina e a leptina. Sem falar no cortisol, o famoso hormônio do estresse, que quando está elevado favorece o acúmulo de gordura. E os dados reforçam isso: mais de 30% dos adultos relatam sintomas de insônia, sendo que entre as mulheres esse número é ainda maior. Ou seja, descansar bem deixou de ser luxo e virou estratégia de saúde.
A seguir, a especialista lista três estratégias que ajudam a manter o equilíbrio de forma mais sustentável, entenda:

Manter a musculatura ativa é prioridade

“A perda muscular se acelera nesse estágio, e isso influencia diretamente o gasto energético. Quando essa estrutura diminui, o corpo passa a consumir menos energia em repouso. Por isso, a ingestão adequada de proteínas ao longo do dia e a prática regular de exercícios de força são fundamentais”, orienta Fernanda. A musculatura funciona como um motor metabólico: quanto mais preservada, maior o consumo de energia, mesmo fora dos treinos.

Dietas muito restritivas podem piorar o metabolismo

“Muitas mulheres reduzem demais a alimentação quando percebem dificuldade para emagrecer, mas isso pode ter efeito contrário. Cortes muito agressivos contribuem para a perda muscular, e o corpo responde economizando energia, o que desacelera ainda mais o gasto calórico”, alerta a nutricionista. O ideal é uma abordagem equilibrada, que mantenha nutrientes suficientes para preservar o funcionamento corporal.

A importância do suporte profissional

Para Fernanda, o ponto principal é que o corpo muda — e o plano também precisa mudar. “Após essa etapa, o emagrecimento tende a ser mais lento, e a frustração pode levar a decisões precipitadas, como dietas sem embasamento ou uso de medicações sem orientação adequada. O suporte profissional permite ajustar a alimentação, monitorar a composição corporal e adaptar a estratégia conforme o organismo responde. Isso reduz erros comuns e torna o caminho mais sustentável”, conclui.