Mestre de Bateria foi homenageado em vida, o que aumenta ainda mais o peso do 4º título da tradicional escola de samba de NiteróiReprodução/Instagram
E não foi só bonito de ver, foi muito respeitado tecnicamente também. O desfile acabou sendo reconhecido como o melhor do Grupo Especial no prêmio Estandarte de Ouro, justamente porque conseguiu mostrar o carisma e a importância do mestre para o samba tradicional, com uma narrativa super bem construída na avenida.
Tudo foi pensado para ser uma homenagem de dentro para fora, sabe? Comunidade, bateria e componentes muito emocionados, porque a história do Ciça se mistura com a própria história da escola e da bateria. A ideia era celebrar ritmo, disciplina e os heróis que muitas vezes ficam nos bastidores do Carnaval, mas que são essenciais para o espetáculo acontecer.
Outro ponto que mexeu muito com o público foi a presença da atriz Juliana Paes ligada à bateria. O retorno dela ao posto de rainha após 18 anos trouxe ainda mais carga emocional, porque ela já tem uma história forte com a escola e sempre falou do carinho enorme que tem pela agremiação.
E teve também todo o peso simbólico do desfile acontecer no Sambódromo da Marquês de Sapucaí, aquele lugar onde cada detalhe importa. A apresentação aconteceu na segunda noite do Carnaval e chamou atenção justamente por equilibrar emoção com execução técnica forte, coisa que faz jurado e público vibrarem juntos.
No geral, foi uma conquista muito baseada em identidade. Não foi só um desfile bonito, foi um desfile com história, com respeito à trajetória de quem construiu o som da escola e com uma bateria colocada no centro da narrativa. Foi aquele tipo de apresentação que faz o público sentir que está vendo algo especial, daqueles que ficam na memória do Carnaval por muito tempo.

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