Elas conquistaram o público nos palcos e, agora, dividem os aprendizados que as tornaram mulheres fortes e inspiradorasDivulgação
Embora tenham percorrido caminhos diferentes até dividirem o mesmo palco, Sabrina e Sylvia carregam histórias que se encontram na paixão pela arte e na força de mulheres que aprenderam a confiar em si mesmas.
A mais experiente da formação, Sylvia de Galhardo começou a escrever essa história ainda muito jovem. Antes de conquistar os palcos como cantora, sonhava em ser bailarina. Estudou ballet moderno, jazz, afro e sapateado, até descobrir que sua voz também a levaria para muito longe. Literalmente.
"A força de uma mulher se expande quando ela se permite desbravar o desconhecido. Saí do Brasil muito jovem pra cantar e dançar na Holanda, passei um ano e meio, levando o nossa cultura, pra Alemanha e diversos países da Europa. Fui ao Japão e vivi dois anos e meio incríveis nos Estados Unidos. Tudo isso me mostrou que a arte é uma linguagem universal. Cada um desses palcos me lapidou: aprendi a ser resiliente diante das diferenças, a abraçar as oportunidades com alegria e a confiar nessa Força Maior: Deus. Hoje, me sinto uma mulher feliz e realizada. Conheço a força dos passos que me trouxeram até aqui", revela Sylvia.
Depois de tantos voos e experiências internacionais, foi justamente o retorno ao Brasil que lhe trouxe a certeza de estar vivendo seu verdadeiro propósito. O convite para integrar a primeira formação da Banda Celebrare marcou o início de uma história que atravessa mais de três décadas.
"Dançar sempre foi e é, uma grande paixão. A música foi o amor que me deu grandes alegrias e asas para voar! O momento mais marcante dessa plenitude aconteceu quando voltei dos EUA e fui convidada a participar da primeira formação da banda Celebrare. Foi mágico! Foi um período absolutamente maravilhoso! Me sentia madura e segura pra seguir fazendo o que sempre amei, e por estar no meu país, foi ainda mais incrível! Nessa época, tive a clareza definitiva de que estar no palco, é o meu propósito. É o lugar onde minha alma sempre está feliz", destaca.
Se para Sylvia a experiência trouxe maturidade, Sabrina Gouvêa representa uma geração que também cresceu respirando música.
Mas, antes de celebrar essa conquista, foi preciso aprender a reconhecer o próprio valor, como a cantora revela: "eu tenho muito orgulho de ser uma mulher corajosa e plenamente consciente das minhas qualidades. Por muitos anos da minha vida, não foi assim. Hoje, entendo que sou capaz de tudo. São tantas as coisas que as pessoas insistem em dizer que já não são mais adequadas para você, ou que você simplesmente não consegue mais fazer… Mas hoje eu não dou ouvidos. Eu estudo, pesquiso, analiso… e coloco o bloco na rua! Aprendi que acreditar em si mesma é, muitas vezes, o primeiro passo para provar ao mundo que ainda existe muito a ser vivido, construído e conquistado".
Ao olhar para a própria trajetória, Sabrina percebe que cada experiência teve um papel importante para prepará-la para o momento que vive hoje: "sempre busquei passear por diferentes trabalhos, e isso, de certa forma, me deu repertório e prática em diferentes estilos e nichos. Mas eu nunca imaginei, por exemplo, ser chamada para a Celebrare. Eu realmente me achava experiente, mas não o suficiente para estar com eles. Talvez eu nem seja suficiente… Busco preencher esse espaço do meu jeitinho, com a minha vivência, mas foi com esse convite que tomei consciência de que sou um TODO, construído com versatilidade — e isso tem muito valor. Hoje entendo que tudo o que vivi, experimentei e construí ao longo do caminho me trouxe até aqui."
Mais do que cantar, as duas compartilham uma característica evidente para quem acompanha os shows da Celebrare: a capacidade de transformar o palco em um espaço de conexão com o público.
Para Sabrina, essa troca é o que faz tudo acontecer: "eu posso dizer que tenho o privilégio de ter um trabalho onde faço o que amo… e essa afirmação é absolutamente verdadeira. Não tem como entrar no palco sem vontade de fazer o mundo feliz. A troca de energia positiva é tão intensa que, mesmo quando estou triste (porque isso acontece, tá!?), por qualquer motivo, o público imediatamente me tira daquele sentimento. Eu entro em êxtase, o show flui de forma linda e o meu dia se transforma completamente. O que acontece no palco é algo que não tem explicação. É uma experiência que impulsiona qualquer pessoa a acessar a sua melhor versão".
Sylvia traduz esse mesmo sentimento como um ciclo permanente de afeto entre artista e plateia.
"Manter essa paixão viva é, na verdade, um reflexo do que eu recebo de volta. O palco para mim sempre foi um lugar de celebração, de entrega e de conexão verdadeira com as pessoas. Eu tenho em mim uma alegria genuína de sorrir e de partilhar a vida através da arte.
Então, quando subo ao palco e vejo o brilho nos olhos do público, o sorriso estampado no rosto de cada um e a emoção transbordando, a minha própria energia se renova instantaneamente. Depois de tantos anos e de tantas estradas percorridas pelo mundo, essa troca mútua de amor e de arte continua sendo o combustível que me faz vibrar. A paixão nunca diminui. Ela se alimenta do sorriso e da alegria de todos que estão ali, juntinho, celebrando a vida", enfatiza Sylvia.
Essa entrega também aparece na forma como cada uma enxerga o papel da mulher na construção da própria história. Sabrina acredita que autenticidade é indispensável para quem deseja seguir qualquer carreira.
"Escolher algo que converse com a sua verdade é muito importante. Se você precisa se 'vestir' de uma personagem muito diferente de quem você é, tenha a certeza de que não terá êxito.
Seja o mais genuína possível com os seus desejos e imprima a sua marca por onde passar. Você escolhe onde seus pés irão pisar, onde é confortável estar e a hora de se retirar.
É um exercício que muda a vida. Uma mulher vivendo a SUA VERDADE é uma mulher plena em qualquer situação.
Tudo flui!"
Já Sylvia encontra inspiração sempre que as luzes se apagam e o espetáculo está prestes a começar.
"O brilho nos meus olhos vem da gratidão profunda pelo caminho percorrido e pelo privilégio absoluto do momento presente. Quando as luzes se acendem, toda a bagagem que guardo no coração se transforma em pura energia.
Estar ali, firme, entregando o melhor de mim, é a prova viva de que a força e a elegância de uma mulher não têm prazo de validade. O show vai começar, a música vai ecoar, e ver que posso tocar corações e inspirar a outras pessoas, a outras mulheres a brilharem é o que me faz sorrir e agradecer com a alma inteira.
Palco pra mim, é meu templo.
Meu encontro com Deus."
Em uma banda conhecida por transformar qualquer apresentação em uma grande festa, Sabrina Gouvêa e Sylvia de Galhardo mostram que o verdadeiro espetáculo acontece muito antes da primeira música.




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