Na coroação, realizada no último domingo, 20 de setembro, Anitta recebeu a coroa das mãos de Eloína dos LeopardosReprodução/Grande Rio
A menina que começou cantando ainda criança cresceu, encontrou no funk o caminho para se apresentar ao público e rapidamente chamou atenção. Vieram os primeiros sucessos, os grandes palcos, os prêmios, os clipes, as parcerias e uma carreira que ultrapassou as fronteiras do Brasil. Anitta não se contentou em conquistar apenas o público brasileiro. Ela foi atrás do mercado internacional, cantou em outros idiomas e colocou seu nome entre os grandes artistas da música mundial.
Mas chegar até lá não foi simplesmente uma questão de talento. Ao longo dos anos, Anitta precisou lidar com críticas, preconceitos e cobranças. E talvez uma das marcas mais fortes de sua trajetória seja justamente essa capacidade de não deixar que os outros decidissem até onde ela poderia chegar.
A artista também nunca escondeu o orgulho de suas origens. Mesmo depois de alcançar fama internacional, manteve a ligação com o Rio, com o subúrbio e com o Carnaval. E essa relação ganhou um novo capítulo neste ano.
No último domingo, 20 de setembro, Anitta foi coroada rainha de bateria da Grande Rio. A cerimônia teve um significado ainda maior porque a coroa foi entregue por Eloína dos Leopardos, nome histórico do Carnaval carioca e pioneira como rainha de bateria. Para Anitta, aquele momento representou muito mais do que assumir um posto de destaque na escola: era também a realização de um sonho que começou muito antes dos holofotes.
E olha que bonito, meninas: antes de receber a coroa, Anitta já tinha construído uma relação de muitos anos com o Carnaval. Ela já desfilou, participou de blocos, esteve na Sapucaí e também se aproximou da criação dos sambas-enredo. Em 2025, participou da parceria responsável pelo samba da Unidos da Tijuca. Agora, chegou à Grande Rio não apenas como uma estrela convidada, mas como parte da escola.
A coroação também mostra uma coisa que acompanha toda a trajetória de Anitta: ela nunca teve medo de ocupar espaços. Seja no funk, no pop, no mercado internacional ou agora à frente da bateria de uma das grandes escolas de samba do Rio, a cantora continua abrindo caminhos.
E talvez seja justamente por isso que sua história converse tanto com outras mulheres. Porque, por trás da artista milionária e mundialmente conhecida, existe uma menina que um dia teve um sonho enorme e decidiu não diminuir esse sonho para caber nas expectativas de ninguém.
Hoje, a coroa da Grande Rio chega à cabeça de uma mulher que já conquistou muita coisa. Mas, olhando para sua história, fica claro que essa não é uma chegada. É mais um capítulo.
Anitta saiu de Honório Gurgel para o mundo. E agora volta ao coração do Rio para viver mais um sonho, dessa vez cercada pela bateria, pela comunidade e pela força do Carnaval carioca.
Porque uma coisa essa Mulherão já mostrou: quando ela decide onde quer chegar, o céu parece ser só o começo.

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