Caxias e entorno concentram maior número de casos de roubo de cargas no RioDivulgação
O recuo no número de casos foi enfatizado pelos órgãos e entidades presentes, que ressaltaram que, apesar do avanço, os registros ainda impõem custo elevado à economia fluminense. De acordo com o estudo da Firjan, dois em cada três empresários afirmam que as decisões de investimentos no Rio de Janeiro são afetadas pelas condições de segurança no estado.
O conselheiro da Firjan Caxias e Região e líder do grupo, Silvio Carvalho, ressalta que é de extrema relevância a manutenção da atuação do grupo para que medidas de combate continuem sendo propostas e aplicadas.
A Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC), instalada em Belford Roxo há sete meses, é um dos fatores apontados como de relevância para o combate ao roubo de cargas na Baixada Fluminense.
Segundo Ipojucan Magalhães, especialista em segurança corporativa da Braskem, a empresa mantém investimentos contínuos em segurança privada, tecnologia e na capacitação dos profissionais para atuação em situações de risco nas estradas. Ele destacou a relevância do grupo de trabalho e o avanço das estratégias adotadas após a criação da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC).
O relato do empresário enfatiza o dado do estudo da Firjan, que aponta que os custos com o roubo de carga vão além da perda direta. Contemplam ainda custos indiretos, como a contratação de segurança privada e seguros, que, em muitos casos, superam a perda direta. Em média, oito caminhões foram roubados por dia em 2025
Ao todo, foram registradas 3.114 ocorrências ao longo do ano de 2025. É o menor número dos últimos 13 anos, no entanto, o estudo mostra a concentração das ocorrências na Região Metropolitana (99%). Apesar da redução observada na BR-040, o município de Duque de Caxias e região concentrou grande parte das ocorrências do estado (36%). A CISP 59 (Duque de Caxias) registrou o maior número de ocorrências (399) no estado do Rio de Janeiro.
Em relação ao ano de 2024, o aumento foi de 29%, ou seja, 89 casos a mais. Esse aumento foi o maior registrado em números absolutos, resultando em uma média de mais de uma ocorrência por dia. No entanto, a CISP 60 (Campos Elíseos), localizada próxima ao entroncamento da BR-040 com o Arco Metropolitano e a Dutra, registrou uma redução de 18%, com 63 casos a menos em relação ao ano de 2024, ano em que a CISP liderou os registros de ocorrências do estado.
Maior parte dos casos ocorreu em oito das 137 Circunscrições Integradas de Segurança Pública (CISP). Essas regiões são cortadas pelas principais rodovias fluminenses (BR-040 – Rodovia Washington Luís, BR-101 – Avenida Brasil e Rio-Espírito Santo, BR-116 – Rodovia Presidente Dutra e BR-493 – Arco Metropolitano) e estão próximas a importantes espaços industriais.

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