PáscoaReprodução
O rótulo é o melhor aliado na hora de fazer escolhas mais saudáveis. A legislação brasileira determina que a lista de ingredientes seja apresentada em ordem decrescente, do item presente em maior quantidade para o de menor quantidade.
O chocolate amargo, além de saboroso, tem benefícios já estudados pela ciência. Confira algumas vantagens do consumo equilibrado desse alimento:
Em um estudo publicado em dezembro de 2025 na revista científica Aging, pesquisadores do King’s College London mediram os níveis de teobromina, um composto vegetal encontrado naturalmente no cacau, e os compararam com marcadores biológicos de envelhecimento no sangue. Eles descobriram que pessoas com níveis mais elevados de teobromina tendiam a ter uma idade biológica menor do que a idade cronológica, em comparação com aquelas com níveis mais baixos. Isso significa que a idade cronológica corresponde ao número de anos vividos, enquanto a idade biológica indica como o corpo está envelhecendo fisicamente, com base em diferentes marcadores do organismo.
O chocolate é rico em flavonóis, compostos naturais com ação antioxidante que ajudam a proteger o coração. Estudos mostram uma associação entre maior consumo desses compostos e menor incidência de doenças cardiovasculares, como acidente vascular cerebral (AVC) e infarto. Os flavonóis do cacau também ajudam a reduzir a pressão arterial e contribuem para a saúde dos vasos sanguíneos, melhorando a circulação, reduzindo inflamações e auxiliando na dilatação dos vasos.
Estudos mostram que o cacau em pó e o chocolate contêm diversas substâncias benéficas, especialmente antioxidantes como os flavonoides, com destaque para a epicatequina. Esses compostos atuam no cérebro, estimulando áreas relacionadas à aprendizagem e à memória. A epicatequina, por exemplo, pode melhorar funções cognitivas, como atenção e raciocínio. O chocolate também pode contribuir para o bem-estar emocional e costuma ser consumido em momentos de estresse. Além disso, esses compostos estão associados à preservação das funções cognitivas com o envelhecimento.
Evidências recentes sugerem que o chocolate amargo, rico em flavonoides, polifenóis (compostos antioxidantes), magnésio e teobromina, pode ter efeitos anti-inflamatórios, podendo contribuir para melhora de sintomas como dor, irritabilidade e fadiga durante o período pré-menstrual.
Alguns estudos em andamento, apontam o chocolate amargo como um possível aliado da saúde do fígado. Os achados indicam que ele pode ajudar na melhora da doença hepática gordurosa (acúmulo de gordura no fígado) e reduzir o aumento da pressão nos vasos do abdome, condição que pode ocorrer em pessoas com cirrose e levar a complicações.
O chocolate amargo, com 70% de cacau ou mais, pode ajudar a proteger a pele contra danos causados pelo sol devido à alta concentração de flavonóis, antioxidantes que combatem os radicais livres. Esses compostos também contribuem para melhorar a hidratação e a circulação da pele, aumentando sua resistência aos raios ultravioleta (UV) e reduzindo a vermelhidão. No entanto, é importante lembrar que o consumo não substitui o uso de protetor solar.

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