Secretaria de Fazenda presta contas na Câmara de CaxiasArt Vídeo/ Victor Hugo/Divulgação
Estiveram presentes o secretário de Fazenda Carlos Mello com o subsecretário Jair; os vereadores Juliana do Táxi (PL), Michel Reis (SD) e Delza de Oliveira (MDB), representantes do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe/DC), e da sociedade civil.
A apresentação começou com a evolução das receitas correntes arrecadadas, ao longo dos anos de 2022, 2023, 2024, 2025 e 2026. Para o 1º Quadrimestre deste ano, o orçamento inicial das receitas correntes era pouco acima de R$ 1,99 bilhão e o arrecadado atualizado está em torno de R$ 1,82 bilhão. A porcentagem final líquida entre a receita prevista e a arrecada foi de 90,24%.
Quanto às transferências do Estado para o município, o ICMS arrecadado, até abril de 2026, foi inferior ao do mesmo período de 2026, atingindo pouco mais de R$ 413 milhões, em detrimento dos R$566 milhões.
Os royalties também reduziram de quase de R$57 milhões para cerca de R$30 milhões.
O Imposto Sobre Serviços (ISS) aumentou, já o Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) e o IPTU estão inferiores ao mesmo período do ano anterior.
As transferências da União aumentaram em relação ao 1º quadrimestre de 2025. De R$ 449 milhões, elas subiram para cerca de R$ 496 milhões. Destacando o Fundeb que passou de R$181 milhões para pouco acima de R$220 milhões.
Mello também comentou sobre o cumprimento dos limites constitucionais na saúde e educação de 15% e 25%, respectivamente. A saúde alcançou 8,43% ao longo do 1º Quadrimestre de 2026 e a educação, 22,66%. O fato de estarem abaixo dos índices, foi explicado:
O percentual de despesa líquida com pessoal sobre a receita corrente líquida novamente ficou abaixo do limite legal (54%) com 53,18%. “A gente continua fazendo um trabalho exaustivo com todas as secretarias para que possamos manter o índice de despesa com pessoal dentro do limite legal”.
Após a apresentação do secretário Mello, o coordenador-geral do Sepe/DC, professor Arilson Mendes, e a professora Rosângela Rosa, integrante da diretora do sindicato, questionaram a mudança na metodologia do Piso Nacional do Magistério, a falta de mediadores nas escolas para acompanharem as crianças atípicas, falta de materiais nas unidades escolares, a realização de concurso público, a urgência no reajuste salarial dos servidores públicos municipais e a suposta perda de verbas destinados à merenda escolar por falhas na prestação de contas junto ao governo federal.
O superintendente da Câmara de Duque de Caxias e ex-vereador Nivan Almeida ressaltou que assim como as audiências públicas da Saúde e da Fazenda acontecem, o mesmo deveria ser com a educação, inclusive isso já foi uma demanda sua a deputados do município.
A vereadora Delza de Oliveira disse que irá propor à secretária de Educação seu comparecimento à Câmara para esclarecimentos sobre a pasta para a população.

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