Artista de Caxias inicia novo álbum influenciado pelos sons urbanos cariocasDivulgação
“Vitória” é uma resposta direta às angústias, medos e ódios de uma geração que luta diariamente para conquistar o mínimo: o teto próprio, um salário digno e o direito de tentar outra vez. Para ilustrar esse sentimento de resiliência coletiva, o compositor traça um paralelo com a maior paixão popular do Sul Global: o futebol. Em pleno clima de Copa do Mundo, Felipe Vaz evoca a necessidade do brasileiro de vivenciar seus medos, chorar, sentir raiva, mas insistir na busca por ganhar o mundo de novo após 24 anos de espera. No âmbito pessoal, o artista divide a autoria da faixa com seu melhor amigo de longa data, Noite Moderna, com quem dividia paredes em uma vila de kitnets na Glória durante um período de desemprego e subempregos na capital fluminense.
Musicalmente, o novo projeto marca uma virada radical na trajetória do artista, consolidando sua transição das melodias acústicas e do pop regional de seu disco anterior (Terra de Mulher Bonita, de 2022) para o universo do hip-hop e do "ritmo e poesia". Pela primeira vez na carreira, Vaz trabalha rimando mais do que cantando, utilizando o rap como ferramenta para detalhar sua diáspora da Baixada Fluminense rumo ao Centro do Rio de Janeiro. A sonoridade de “Vitória” e do vindouro álbum bebe diretamente da pulsação percussiva das ruas e das pistas de dança cariocas, promovendo o encontro entre o afrobeat nigeriano, os atabaques tradicionais de matrizes africanas e o funk carioca, aproximando a vanguarda eletrônica global das raízes dos subúrbios do Rio.
Natural de Duque de Caxias e hoje morador da Lapa, Felipe Vaz construiu uma sólida jornada independente na última década. Desde o debut homônimo (2018), ele vem se provando um cronista atento da pluralidade do Rio de Janeiro além dos cartões postais. Atualmente sustentando-se por meio de sua marca autoral em feiras de rua e no ambiente digital, o artista transpõe seus corres urbanos para o conceito do novo álbum.
Composto por 7 faixas em alusão à malandragem e às entidades das ruas, sob a forte identidade visual da cor vermelha do sangue e do asfalto, o projeto ATÉ ONDE MEUS PÉS ALCANÇAREM E MINHAS MÃOS PUDEREM TOCAR: nasce, acima de tudo, como uma autêntica declaração de sobrevivência e orgulho periférico.
“Vitória” está disponível em todas as plataformas de música digital.
Ouça “Vitória”: https://onerpm.link/222193567417

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