Caxias realiza Dia D da Vacinação Antirrábica para cães e gatosDivulgação/Prefeitura de Duque de Caxias

A Superintendência de Vigilância Ambiental, Vetores e Zoonoses (SVAVZ) de Duque de Caxias realiza, nesta quarta-feira (21/10), das 9h às 12h, mais uma edição do Dia D da Vacinação Antirrábica para cães e gatos. A mobilização contará com três pontos de atendimento no município, facilitando o acesso dos tutores à imunização e reforçando a importância da prevenção da raiva.

A vacinação será realizada nos seguintes locais, das 9h às 12h:

Praça São Judas Tadeu, na região de Chácaras Rio-Petrópolis (Vai Quem Quer); Praça da Vila Canaã, em Vila Canaã; e Praça do Coqueirinho, em Engenho do Porto.
O superintendente da SVAVZ, Zé do Amendoim, destaca a importância da vacinação para a proteção dos animais e da população:

“Vacinar nossos cães e gatos é um ato de amor, de responsabilidade e de compromisso com a saúde pública. A vacinação antirrábica protege os animais e também as pessoas, contribuindo para prevenir uma doença grave e reforçando o cuidado com toda a população. Por isso, é fundamental que os tutores aproveitem essa oportunidade e mantenham a vacinação de seus pets em dia”, ressalta.

A raiva é uma doença viral grave que pode atingir mamíferos, incluindo seres humanos, e que apresenta elevado risco à saúde. A vacinação dos animais é uma das principais medidas de prevenção e de controle da doença.

Alerta do Ministério da Saúde
Embora os cães tenham sido historicamente os principais reservatórios e transmissores do vírus da raiva em áreas urbanas, os gatos também desempenham papel importante na transmissão da doença aos seres humanos. Por apresentarem comportamento predatório e maior interação com morcegos, especialmente em áreas urbanas e periurbanas, os felinos podem ser infectados por variantes silvestres do vírus e atuar como importantes fontes de infecção para as pessoas.

No Brasil, a raiva em cães e gatos causada pelas variantes caninas clássicas do vírus (AgV1 e AgV2) foi reduzida graças às campanhas de vacinação em massa, ao controle de focos e ao fortalecimento da vigilância epidemiológica. O último caso de raiva em cão doméstico causado pela variante AgV1 foi registrado em 2016, no estado de Mato Grosso do Sul, enquanto o último caso por AgV2 ocorreu em 2019, no Maranhão. Atualmente, a circulação dessas variantes em cães e gatos encontra-se sob controle no país.

Entretanto, cães e gatos continuam suscetíveis à infecção por variantes silvestres do vírus da raiva, especialmente aquelas associadas a morcegos hematófagos e não hematófagos, além de outros mamíferos silvestres, como raposas. Os gatos merecem atenção especial nesse contexto, pois frequentemente atuam como elo entre os ciclos silvestre e urbano da doença. Dessa forma, a manutenção de elevadas coberturas vacinais, associada às ações de vigilância epidemiológica, investigação de casos suspeitos e educação em saúde, permanece fundamental para prevenir a reintrodução e a disseminação da raiva em áreas urbanas.