Banco Central prevê que o IPCA irá encerrar 2026 com alta de 3,4%Reprodução
A projeção para o IPCA de 2027 permaneceu em 3,80%, pela 13ª semana seguida. Considerando apenas as 49 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a medida caiu de 3,80% para 3,66%.
O IPCA encerrou 2025 com alta acumulada de 4,26%, conforme divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou abaixo da última mediana do Focus, que previa que alta de 4,31%, e da estimativa do Banco Central para o período, de alta de 4,4%.
Conforme trajetória divulgada no comunicado da reunião de janeiro do Comitê de Política Monetária (Copom), o BC prevê que o IPCA irá encerrar 2026 com alta de 3,4% e espera que a inflação em 12 meses chegue a 3,2% no horizonte relevante, atualmente localizado no terceiro trimestre de 2027.
A partir de 2025, a meta de inflação passou a ser contínua, com base no IPCA acumulado em 12 meses. O centro é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos. Se a inflação ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos, considera-se que o BC perdeu o alvo.
No Focus desta segunda-feira, 2, a projeção para o IPCA de 2028 permaneceu em 3,50%, pela 13ª semana seguida. Para 2029, continua em 3,50%, pela 22ª semana consecutiva.
O Banco Central aumentou sua estimativa de crescimento da economia brasileira neste ano, de 2,0% para 2,3%, no Relatório de Política Monetária (RPM) do quarto trimestre. Segundo a autarquia, a elevação refletiu a revisão nas séries históricas das Contas Nacionais Trimestrais (CNT), que afetou, especialmente, o crescimento da agropecuária no primeiro semestre, e um resultado do terceiro trimestre ligeiramente acima do esperado.
A estimativa intermediária do Focus para o crescimento da economia brasileira em 2027 permaneceu em 1,80%, pela quinta semana seguida. Considerando só as 23 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, permaneceu em 1,80%.
As medianas para o crescimento do PIB de 2028 e 2029 permaneceram em 2,00%, pela 99ª e 46ª semana seguida, respectivamente.
A projeção para o fim de 2027 continuou em 10,50% pela 51ª semana seguida. Considerando só as 42 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana diminuiu de 10,50% para 10,00%.
A mediana para a Selic no fim de 2028 seguiu em 10,00%. Há um mês, estava em 9,75%. Já para 2029, a mediana permaneceu em 9,50%, pela 14ª semana seguida.
Em janeiro, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a Selic em 15% pela quinta vez seguida, mas indicou que pode começar o processo de corte dos juros na próxima reunião, em março.
"O Comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, iniciar a flexibilização da política monetária em sua próxima reunião, porém reforça que manterá a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta", disse o comunicado da decisão.
Para o fim de 2028, se manteve em R$ 5,52, pela 5ª semana consecutiva. Para 2029, passou de R$ 5,58 para R$ 5,57. Há um mês, era de R$ 5,56.
A moeda americana fechou 2025 cotada em R$ 5,4840, com perda acumulada de 11,18% frente ao real. A apreciação da divisa brasileira foi motivada pelo enfraquecimento global do dólar e pela atratividade das operações de carry trade, na esteira do forte ciclo de aperto monetário conduzido pelo Banco Central, que levou a Selic a 15% ao ano.
A projeção anual de câmbio publicada no Focus é calculada com base na média para a taxa no mês de dezembro, e não no valor projetado para o último dia útil de cada ano, como era até 2020.
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