Grupos de alimentos e bebidas registrou redução de 0,67%Valter Campanato / Agência Brasil
O IPCA de julho veio em linha com a estimativa do mercado financeiro. O boletim Focus desta segunda-feira (10), sondagem do BC com instituições econômicas, projetava que a inflação de julho ficaria em 0,07%. Para o fim de 2026, o mercado espera IPCA em 5,02%.
O comportamento dos preços fez com que o acumulado de 12 meses (4,44%) entrasse novamente na meta do BC: de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, ou seja, um intervalo de 1,5% a 4,5%. Em abril, o acumulado estava em 4,39%, mas o índice extrapolou o limite máximo em maio (4,72%) e junho (4,64%).
Desde o início de 2025, o período de avaliação da meta é referente aos 12 meses imediatamente passados e não apenas ao alcançado no fim do ano (dezembro). A meta é considerada descumprida se a inflação estourar o intervalo de tolerância por seis meses seguidos.
Grupos
Confira como foi o comportamento dos preços e o impacto em ponto percentual (p.p.) nos nove grupos pesquisados pelo IBGE:
- Alimentação e bebidas: -0,67% (-0,14 p.p.)
- Habitação: 0,99% (0,15 p.p.)
- Artigos de residência: 0,07% (0 p.p.)
- Vestuário: -0,66% (-0,03 p.p.)
- Transportes: 0,05% (0,01 p.p.)
- Saúde e cuidados pessoais: 0,40% (0,06 p.p.)
- Despesas pessoais: 0,22% (0,02 p.p.)
- Educação: -0,03% (0 p.p.)
- Comunicação: 0,04% (0 p.p.)
Alimentos
A alimentação especificamente no domicílio ficou 1,14% mais barata em julho, puxada pela queda do subgrupo tubérculos, raízes e legumes (-16,15%).
Veja os subitens alimentícios que mais puxaram a inflação para baixo:
- Tomate: -29,09% (-0,10 p.p.)
- Batata-inglesa: -19,59% (-0,06 p.p.)
- Cenoura: -14,41% (-0,01 p.p.)
- Café moído: -2,45% (-0,01 p.p.)
Em relação ao café, o IBGE destaca que a queda em 12 meses (-17,2%) é a maior desde o início do plano Real, em 1994. O analista da pesquisa, Fernando Gonçalves, explica que os alimentos mais baratos são reflexo de maior oferta de produtos, beneficiada por questões climáticas. "O clima ficou mais favorável", afirma.
Energia elétrica
Fernando Gonçalves lembra que a conta de luz deve apresentar um refresco no bolso em agosto, uma vez que consumidores receberão o desconto na fatura de energia conhecido como Bônus Itaipu, já aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Transportes
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