Dos 12 chefes do Poder Executivo do Estado do Rio de Janeiro em quase 40 anos, cinco foram vice-governadores que assumiram o Palácio Guanabara após o titular deixar o cargo antes do fim do mandato. A prática, que não era comum no início dos anos 90 tem se repetido nos últimos anos e, diferentemente de antes, por acusações de envolvimento em práticas criminosas, prisões e impeachment.
Em 1994, Nilo Batista (PDT), vice de Leonel Brizola (PDT), assumiu o governo após o pedetista renunciar ao cargo para se candidatar à Presidência da República. O mesmo aconteceu em 2002, quando Anthony Garotinho (PSB) entregou a faixa para Benedita da Silva (PT).
Em 2014, o governador Sérgio Cabral (PMDB) renunciou ao seu segundo mandato, após os intensos protestos de 2013. Luiz Fernando Pezão toma posse em um cenário de desgaste do antecessor, depois de denúncias que incluíram o uso de helicópteros em viagens pessoais, em um custo aos cofres públicos de mais de R$ 3 milhões ao ano.
Reeleito governador em 2014, Pezão foi diagnosticado com câncer em 2016 e se afastou para tratar da doença. Francisco Dornelles (PP) assumiu interinamente o governo por duas vezes. Em 2018, Pezão é preso por corrupção, cabendo ao vice encerrar o mandato.
Nas eleições de 2019, Wilson Witzel (PSC) é o novo escolhido para governar o estado. Já no ano seguinte, seu vice Cláudio Castro toma posse temporariamente, após o ex-juiz federal ser afastado do cargo por suspeita de envolvimento em um caso de corrupção. Castro se torna governador definitivamente em 2020, após o impeachment de Witzel.
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