Geraldo Alckmin, vice na chapa, acompanhou Lula durante voto em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista Rodilei Morais / Fotoarena / Estadão Conteúdo
Sem mencionar diretamente Flávio Bolsonaro (PL), principal adversário na corrida eleitoral, Lula afirmou em discurso que o País "não irá para frente" com um "miliciano" no poder e fez críticas aos escândalos do caso Master.
"O Brasil não irá pra frente facilitando a venda de armas, o Brasil irá pra frente facilitando a distribuição de livros didáticos nas escolas. O Brasil não irá pra frente com miliciano. O Brasil não irá pra frente com essa orgia que se faz em torno da quadrilha do banco Master", afirmou aos jornalistas.
O petista disse que considera este domingo como "um dia glorioso para o Brasil", que definirá a escolha do povo entre o fortalecimento da democracia ou a barbárie.
"Hoje nós vamos definir uma nova página da história desse país. O que está em jogo é a definição de um projeto de Brasil. O povo vai ter que escolher entre o fortalecimento do regime democrático ou a barbárie, entre o positivismo e o negacionismo, entre o desenvolvimento e o atraso, entre o desenvolvimento econômico e retrocesso", defendeu o candidato.
Lula pediu pela mobilização e pelo comparecimento dos eleitores, inclusive os que possuem acima de 70 anos e não têm obrigação de votar. O candidato disse que aceitará o resultado das eleições independentemente do resultado, mas destacou que está "certo" de que será vitorioso.
"O povo é soberano e o resultado do povo será acatado por todos os 215 milhões de brasileiros. Eu estou muito confiante, não só pelo governo que fizemos, mas pelo trabalho que realizamos durante a campanha. Estou certo de que nós fizemos uma participação a nível nacional muito grande e estou certo de nós vamos ganhar essas eleições."
"Nós fizemos muito, mas é preciso fazer muito mais, porque são 500 anos de atraso. E você não resolve 500 anos em 10, 15 ou 20 anos. É preciso de muito tempo para consertar esse país", concluiu.
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