Número de abstenção no Rio supera a média nacional, de 21,08%Divulgação/TRE-SP

O estado do Rio registrou o segundo maior índice de abstenção do país no primeiro turno das eleições neste domingo (4). O percentual foi de 23,32%, o que representa um total de 2.997.840 eleitores que deixaram de votar. O número supera a média nacional, de 21,08%.

O Rio tem 12.857.648 eleitores aptos, dos quais 9.859.802 compareceram aos locais de votação. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a taxa de ausência no estado vem crescendo nas últimas eleições gerais. Em 2014 e 2018, ficou em torno de 20%. Em 2022, subiu para 22,76% e, agora, atingiu 23,32%, o maior patamar da série recente.

O estado ficou atrás apenas de Mato Grosso do Sul, que teve 23,87% de abstenção. Já o Ceará apresentou a menor taxa do país, com 15,52%. Ao todo, 1.086.074 eleitores não compareceram às urnas.

Locais de votação mudaram por 'segurança'

O presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), Claudio de Mello Tavares, confirmou que 277 locais de votação em 61 cidades precisaram ser mudados nesta eleição de 2026. Desse total, 72 foram motivadas por questão de segurança, em áreas dominadas pelo crime organizado em 20 municípios.

Eleitores enfrentaram filas para votar

Eleitores relatam filas de até três horas para votar neste domingo (4), em diferentes regiões do estado do Rio de Janeiro. A demora começou já nos primeiros minutos após a abertura dos portões dos locais de votação, às 8h. Ao longo da manhã e início da tarde, a aglomeração aumentou bastante.
A comissária de voo Raquel Goldoni, de 29 anos, conta que demorou duas horas para conseguir votar na Escola Municipal Sobral Pinto, na Praça Seca, Zona Sudoeste do Rio. A mãe dela, de 53 anos, que vota no mesmo local, chegou a ficar três horas na fila. Segundo Raquel, algumas pessoas passaram mal por causa do calor.

"Foi bem ruim hoje. As filas enormes, principalmente na minha seção, que normalmente é mais vazia. Eu levei duas horas na fila até conseguir votar. Minha mãe levou três horas, a gente vota no mesmo lugar. As filas estavam longas e eles dividiram entre preferencial e não preferencial, só que só havia uma urna por seção e eles deixavam entrar um preferencial e depois um não preferencial. Então, andava bem devagarinho. Vi algumas pessoas passando mal por conta do calor", relatou.
A estudante de jornalismo Letícia Cezário Madeira, de 23 anos, também considerou cansativa a experiência de votar neste ano. Ela levou quase duas horas para conseguir votar em um colégio de Santa Cruz, na Zona Oeste. Segundo Letícia, havia muitos idosos nas filas.

"Minha experiência com a votação nas eleições de 2026 foi bem cansativa. Eu voto em Santa Cruz, bairro da extrema Zona Oeste, e levei quase duas horas para conseguir votar. Cheguei por volta de 11h05 e saí exatamente às 12h50. A impressão que tive nessa eleição é que tinham mais idosos, e eles não tinham muita informação sobre a prioridade. Minha zona eleitoral não é considerada cheia e estava organizada", conta.