Nunes Marques permitiu que 'Exército do Lula' voltasse ao ar desde que fosse registrado como comunicação de campanhaRafa Neddermeyer / Agência Brasil
Nesta terça-feira (13), o próprio Nunes Marques já havia permitido que o canal retornasse ao ar desde que fosse registrado junto à Justiça Eleitoral como meio de comunicação oficial da campanha do presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A exigência foi cumprida, mas ainda seria necessário aguardar prazo de 48 horas até a retomada do canal.
Em decisão desta quarta-feira, Nunes Marques determinou ao Facebook, que é dono do WhatsApp, que promova o "restabelecimento integral do funcionamento do referido canal, inclusive quanto à possibilidade de novas publicações e de ingresso de seguidores".
'Tropa do Flávio'
"Não é compatível com a integridade do processo eleitoral que a aplicação de medidas restritivas varie conforme a identidade política do beneficiário da ferramenta digital", diz a petição da equipe do PT.
Meta
Segundo Camilo, há, nas redes sociais da Meta, registros de interrupções de funcionamento e de visualizações de postagens da campanha de Lula. Ele disse ainda que a inteligência artificial da big tech fornece cartazes para Flávio e nega para Lula. Ainda de acordo com a campanha, quando usuários pesquisam no WhatsApp o grupo Exército do Lula, é sugerido o canal Tropa do Flávio.
"Não podemos admitir essa interferência que está ocorrendo aqui com as big techs, principalmente com a Meta, nestas eleições. A gente está tomando várias medidas importantes, medidas na área judicial, junto ao TSE, e pedindo que o TSE tome as medidas cabíveis e as providências em relação a isso. Nós não podemos desequilibrar essa eleição, ela precisa ser imparcial em relação a isso", declarou Camilo.
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