Di María é uma das estrelas da seleção da ArgentinaAFP

Rio - Na véspera do amistoso da Argentina contra a Costa Rica, o meia-atacante Di María passou por uma situação desagradável. A família do jogador, de 36 anos, recebeu ameaças de morte, na noite desta última segunda-feira (25), em Rosario, sua cidade natal, de acordo com informações do portal "Infobae".
A família do jogador recebeu ameaças de um grupo de narcoterroristas. Um carro arremessou um pacote preto com as ameaças, em frente ao condomínio onde os familiares de Di María moram em Rosario. O chefe de segurança do local ainda relatou que ouviu quatro explosões antes do carro disparar em alta velocidade.
"Diga a seu filho Ángel (Di María) que não volte a Rosário porque senão estragaremos tudo matando um familiar. Nem (Maximiliano) Pullaro (governador provincial) vai te salvar. Nós não jogamos fora pedaços de papel. Jogamos chumbo e gente morta", dizia a carta com a ameaça.
Revelado no Rosario Central, Di María não esconde o desejo de retornar ao clube após o término do contrato com o Benfica, em junho deste ano. O jogador, no entanto, tem sido perseguido pelo grupo narcoterrorista por conta das publicações pedindo "paz" na região.
A cidade de Rosario tem sofrido com o crescimento do tráfico de drogas, além das disputas de territórios e influência entre os grupos narcoterroristas. O aumento da violência na região provocou a chegada de reforços do exército argentino para tentar controlar a situação.
"O Rosario Central repudia enfaticamente os fatos que são de conhecimento público, em que se registraram ameaças contra um reconhecido jogador surgido de nossa base. Não se pode permitir que queiram amedrontar os jogadores ou atentar contra eles e seus familiares", publicou o Rosario Central.