Abel Braga em jogo contra o São PauloRicardo Duarte / Internacional
Abel Braga volta a rechaçar homofobia e cita morte do filho em 2017
Técnico, de 73 anos, dirige o Internacional
São Paulo - Depois da reestreia pelo Internacional na derrota por 3 a 0 para o São Paulo, no Morumbi, Abel Braga, de 73 anos, voltou a falar sobre a frase homofóbica proferida por ele na apresentação ao Colorado no começo da semana. O técnico citou a perda do filho, João Pedro, em 2017, para reforçar que não vê os homossexuais como inferiores.
"Eu quero fazer uma colocação daquilo que houve lá na última coletiva, onde eu fui relatar uma brincadeira que aconteceu no treinamento e isso criou uma polêmica muito grande. Eu já me desculpei, não deveria ter falado absolutamente nada naquele momento. Só quero que vocês entendam uma coisinha, preciso fazer esse parênteses porque é a minha vida. Eu perdi um filho com 19 anos. Quem perde um filho não é homofóbico. Quero que vocês entendam isso. Foi uma brincadeira que eu fui o juvenil, não devia ter falado nada ali e pronto, aquilo passava", afirmou o técnico.
Em julho de 2017, João Pedro sofreu um acidente na casa em que ele e os outros familiares de Abel viviam no Rio de Janeiro. Na ocasião, o técnico trabalhava no Fluminense.
A polêmica declaração de Abel ocorreu no último dia 31, quando o técnico chegou ao Internacional para tentar evitar o rebaixamento do clube gaúcho. O treinador disse em coletiva: "Eu falei: "Eu não quero a porra do meu time treinando de camisa rosa, parece time de veado"".
Atualmente, o Internacional ocupa a 18ª colocação no Campeonato Brasileiro. De acordo com os cálculos do matemático Tristão Garcia, expostos no site "Infobola", o risco de rebaixamento é de 78%.

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