Registro mostra um dos tenistas fazendo um gesto de macaco à torcidaReprodução / Instagram

Uma dupla de tenistas estrangeiros foi detida na noite desta quinta-feira (22), durante a disputa do Challenger de Itajaí, em Santa Catarina, por injúria racial. Um vídeo que circula nas redes sociais um dos integrantes da equipe, formada pelo colombiano Cristian Rodríguez e o venezuelano Luis David Martínez, 108º e 162º colocados no ranking da ATP respectivamente, fazendo um gesto de macaco à torcida.

O caso aconteceu após eles perderem para os brasileiros Igor Marcondes e Eduardo Ribeiro por 2 sets 1, com parciais de 7/6 (4), 6/7 (6) e 10/2, pelas quartas de final da competição.
Um deles ainda teria chamado um boleiro, os jovens treinados para pegar as bolas em uma partida de tênis, de macaco, segundo relato do influenciador Bonfa Tennis. Os atletas, então, deixaram o Itamirim Clube do Campo, onde a competição acontecia, mas a polícia os buscou no hotel onde eles estavam hospedados.

A empresa organizadora do torneio, o Instituto Sports, divulgou uma nota sobre o episódio. "O ocorrido durante o jogo de duplas hoje no Itajaí Open teve ação imediata da Polícia Militar que estava presente e tomou as devidas providências dentro da legislação brasileira. O Itajaí Open repudia veementemente o racismo ou a discriminação de qualquer natureza", aponta o comunicado.

A pena para injúria racial no Brasil é de reclusão de 2 a 5 anos e multa. Em nota, a Polícia Militar de Santa Catarina deu mais detalhes da ocorrência.
"Quando a polícia chegou ao local, os atletas já haviam deixado o evento e se dirigido ao hotel. Uma guarnição seguiu até o hotel e localizou um dos atletas, um venezuelano de 36 anos, que havia feito gestos discriminatórios imitando um macaco ao coçar as axilas para a torcida. Ele recebeu voz de prisão e foi encaminhado à Central de Polícia, sendo autuado pelo crime de injúria racial."
A corporação também esclareceu que a vítima das ofensas e uma testemunha também se dirigiram à delegacia, onde Cristian, "que havia chamado o funcionário do clube de 'macaco', também estava presente". "A Polícia Militar então deu voz de prisão ao segundo atleta, pelo mesmo crime de injúria racial cometido por seu companheiro de quadra", conclui o texto.