Ucraniano Vladislav Heraskevich é atleta de skeletonReprodução / Instagram
"Estamos agora esperando a decisão", que deve ser comunicada ao longo desta sexta-feira (13), "mas como podem ver, estou feliz, estou bastante otimista sobre como tudo ocorreu", declarou Heraskevich aos jornalistas.
"Espero que a verdade vença. Sei que sou inocente", acrescentou Heraskevich, que depôs por duas horas e meia diante da alemã Annett Rombach, árbitra única designada pelo TAS para decidir sobre este litígio.
O COI tentou até o último momento na manhã de quinta-feira, horário de início da competição do skeleton masculino, convencer Heraskevich, que se recusou a usar uma braçadeira preta ao invés do capacete, considerando isso uma questão de "dignidade".
A desclassificação de Heraskevich na quinta-feira (12) desencadeou uma tempestade política em torno do COI e irritou particularmente a Ucrânia, onde o presidente Volodimir Zelensky considerou que o comitê estava "seguindo o jogo do agressor" com essa medida.
Recorrendo ao Artigo 50 de sua Carta Olímpica, o COI tem insistido nos últimos dias que os atletas não podem transmitir mensagens políticas ou religiosas nos locais de competição, na Vila Olímpica ou nas cerimônias, mas ressalta que tais mensagens são permitidas em entrevistas coletivas, nas zonas mistas e nas redes sociais.
Como em ocasiões anteriores, o TAS destaca uma câmara ad hoc para o local dos Jogos Olímpicos, a fim de decidir rapidamente sobre quaisquer litígios que possam surgir durante o evento.



Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.