Zagueiro do Bragantino, Gustavo MarquesDivulgação / Bragantino
Por meio das redes sociais, o defensor publicou uma nota pedindo desculpas por suas falas de cunho machista. "Gostaria de me desculpar pelo que falei hoje após o jogo. Estava de cabeça quente e muito frustrado pelo resultado da nossa equipe e acabei falando o que não deveria e poderia. Isso não justifica minha atitude e peço desculpas a todas mulheres e em especial a Daiane, o que já fiz pessoalmente no estádio. Reconheço o meu erro e a infelicidade da minha declaração. Estou muito triste e peço desculpas do fundo do meu coração. Espero sair desse episódio uma pessoa melhor. Prometo aprender com esse erro. Novamente, meu pedido de desculpas. Obrigado", disse.
FEDERAÇÃO PAULISTA TOMA PROVIDÊNCIAS
A Federação Paulista de Futebol (FPF) se manifestou dizendo que encaminhará o caso ao Tribunal de Justiça Desportiva (TJD), entidade responsável para avaliar quais as punições podem ser aplicadas a Gustavo Marques.
Ainda segundo a FPF, é incerto estabelecer um prazo para que as sanções sejam aplicadas ao jogador do Red Bull Bragantino. A reportagem apurou que ainda será avaliado se o TJD irá aceitar a denúncia, e assim sucessivamente.
É válido ressaltar que Gustavo Marques não sofreu nenhum tipo de punição por parte da juíza Daiane Muniz, visto que o jogo já havia sido encerrado quando o jogador dirigiu-se a ela de forma machista. Contudo, junto do apito final, a árbitra expulsou o lateral Juninho Capixaba por gestos irônicos. Jogadores do Bragantino reclamaram de forma acintosa de um pênalti não marcado nos minutos finais de duelo.
A FPF emitiu nota oficial em relação às falas machistas de Gustavo Marques:
"É com profunda indignação e revolta que a Federação Paulista de Futebol recebeu a entrevista do atleta Gustavo Marques, do Red Bull Bragantino, após a partida contra o São Paulo, neste sábado (21), pelo Paulistão Casas Bahia.
Uma declaração em relação à árbitra Daiane Muniz que reflete uma visão primitiva, machista, preconceituosa e misógina, incompatível com os valores que regem a sociedade e o futebol. É absolutamente estarrecedor que um atleta, em qualquer circunstância, questione a capacidade de um árbitro com base em seu gênero.
A FPF tem orgulho de contar em seu quadro com 36 árbitras e assistentes e continua trabalhando ativamente para que este número cresça.
Daiane Muniz é uma árbitra FPF/CBF/FIFA da mais alta qualidade técnica, correta e de caráter. A FPF reforça todo apoio a Daiane e a todas as mulheres que atuam ou desejam atuar em qualquer área do futebol. Nosso trabalho diário é para garantir que o futebol seja um ambiente seguro e justo para todas as mulheres.
Por fim, a FPF encaminhará tais declarações à Justiça Desportiva, para que esta tome todas as providências cabíveis."

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