Presidente dos Estados Unidos, Donald TrumpAFP
Uma publicação na conta oficial da equipe no Instagram, nesta quinta-feira, sugeriu que talvez a seleção americana devesse ser excluída, após o líder político indicar que o país anfitrião não poderia garantir a segurança dos jogadores iranianos.
A guerra colocou em dúvida a capacidade do Irã de cumprir sua vaga na Copa do Mundo, e o ministro dos Esportes, Ahmad Donyamali, disse à TV estatal esta semana que as circunstâncias atuais impossibilitavam a participação.
Mas a resposta da seleção iraniana no Instagram confirmou que ainda deseja participar e ressaltou que o torneio é organizado pela Fifa - não por Trump ou pelos EUA.
"A Copa do Mundo é um evento histórico e internacional, e seu órgão regulador é a Fifa - não qualquer indivíduo ou país", dizia a publicação. "Certamente, ninguém pode excluir a seleção iraniana da Copa do Mundo; o único país que poderia ser excluído é aquele que apenas ostenta o título de 'anfitrião', mas não tem capacidade para garantir a segurança das equipes participantes deste evento global."
O Irã tem jogos marcados em Inglewood, Califórnia, contra a Nova Zelândia em 15 de junho e contra a Bélgica em 21 de junho, antes de encerrar a fase de grupos em Seattle contra o Egito em 26 de junho.
Mensagens contraditórias
O Irã é uma potência no futebol asiático, ocupando a 20ª posição no ranking da da entidade que comanda o futebol mundial e classificado para sua quarta Copa do Mundo consecutiva. A federação iraniana de futebol planejou usar um centro de treinamento para o torneio no Arizona, no Complexo Esportivo Kino, em Tucson.
Antes da Copa do Mundo, dirigentes do futebol iraniano devem participar do congresso anual da FIFA em 30 de abril, em Vancouver. A federação iraniana não pôde comparecer às reuniões em Atlanta na semana passada para auxiliar as seleções na preparação para o torneio com 48 países.


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