A trajetória de Cafu no futebol foi reconhecida recentemente pela revista 'France Footbal', que o colocou como membro do 'dream team', o 11 ideal da história do futebol. Ele, Pelé e Ronaldo foram os brasileiros que tiveram a honra de fazer parte da equipe.
"A sensação de entrar na lista dos 11 melhores do mundo é uma sensação maravilhosa. Você superar nomes como Carlos Alberto Torres, de Djalma Santos, Leandro e outros, é muito gratificante. Trabalho, comprometimento, estar entre os maiores da história da lateral, não só do futebol brasileiro, mas do mundo, me sinto muito orgulhoso com isso", conta.
Sem atuar desde 2008, Cafu, que tem 55 anos, afirma que continua fazendo exercícios e com um hábito que era marcante em seu estilo de jogo: a velocidade.
"A vida fora das quatro linhas está muito corrida, viu? Estou correndo mais agora de quando eu jogava, graças a Deus. Estamos colhendo aí os méritos de tudo aquele que nós plantamos lá no começo da nossa carreira. Hoje eu sou palestrante, estou focado em dar palestra, contar um pouco para as pessoas a história de vida que eu tive até chegar a ser capitão da seleção brasileira", revela.
Capitão do hexa e com muitas honrarias, Cafu teve a oportunidade de receber o príncipe do Reino Unido, William, no Maracanã, em novembro do ano passado. O ex-lateral-direito cita o momento como inesquecível em sua vida.
"Receber o príncipe William no Maracanã foi fantástico. Eu acho que ele ficou bem entusiasmado, abismado, chocado quando viu o Maracanã daquele tamanho, o povo brasileiro gritando, as crianças chamando o nome dele. Eu tive a oportunidade de entregar uma camisa e ele ficou maravilhado. Eu disse: "Príncipe, o palco histórico do futebol mundial está aqui. Isso aqui é um templo, o nosso glorioso Maracanã". É uma sensação de orgulho, sabe, representar o nosso país, estar representando aquele momento, não só a seleção brasileira, mas estar representando o povo brasileiro para um príncipe. Acho que poucas pessoas tiveram esse privilégio, de receber um príncipe e no Maracanã ainda. E eu, o Cafu, morador lá do Jardim Irene [SP], estava tendo essa oportunidade", finaliza.