Entrevista coletiva de Gabriel SaraReprodução/CBF TV

Estados Unidos - Uma das novidades da lista de Carlo Ancelotti, Gabriel Sara admitiu que ficou surpreso com a convocação para a seleção brasileira. Na entrevista coletiva desta terça-feira (24), o meio-campista do Galatasaray contou que não imaginaria estar na Seleção se olhasse três meses para trás e ressaltou que está muito motivado.
"Foi uma grande surpresa para mim, na verdade. Se eu olhar para trás, três meses para trás, não imaginaria estar aqui. Então, pegou um lado bem emocional, vivendo aquele sonho de criança, a gente olha para nosso passado e vê o quanto trabalhou. A gente se sente muito grato. Ao mesmo tempo, me sinto muito motivado. É muito difícil chegar até aqui e ainda mais se manter aqui. É o início de um trabalho e uma trajetória. Espero que eu possa estar apto. Vou dar o meu melhor".
Durante a coletiva, Gabriel Sara foi perguntado se tem menos tempo para mostrar mais trabalho. Afinal, esta foi a última convocação de Carlo Ancelotti antes da lista para a Copa do Mundo. 
"Com certeza, é a oportunidade da vida. A gente tem que agarrar com unhas e dentes. Espero poder fazer o melhor, manter meu nome vivo para a Copa e, se Deus quiser, estar lá".
Sara é cria da base do São Paulo. Em julho de 2022, ele foi anunciado como reforço do Norwich City, da Inglaterra. Já em agosto de 2024, o Galatasaray, da Turquia, oficializou a contratação do meio-campista.
Agenda
O Brasil vai enfrentar a França na quinta-feira (26), a partir das 17h (de Brasília), no Gillette Stadium, em Massachusetts. Já na próxima terça-feira (31), a Seleção enfrentará a Croácia no Camping World Stadium, na Flórida,às 21h (de Brasília).

Veja mais declarações de Gabriel Sara:

Gabriel Sara em atividade da seleção brasileira - Rafael Ribeiro/CBF
Gabriel Sara em atividade da seleção brasileiraRafael Ribeiro/CBF
O QUE MUDOU DESDE A SAÍDA DO BRASIL?
"Acho que ganhei mais casca, mais maturidade também. Eu era muito novo na época do São Paulo. Meu tempo na Inglaterra me ajudou bastante até a me desenvolver como jogador, redescobri uma posição. No São Paulo mesmo eu jogava mais na frente, baixei um pouco mais no Norwich, o que me ajudou bastante. No Gala foi a sequência desse trabalho. Evolui muito tecnicamente e também mais maturidade".
POLIVANÊNCIA PODE DAR UMA VANTAGEM?
"Com certeza. Sempre que me colocam numa posição nova, eu procuro aprender o máximo. Hoje, muitas das vezes, o jogador tem que fazer mais de uma. Para mim, o mais importante é sempre jogar, independentemente de qual posição vou estar fazendo. Na Champions, eu joguei em várias posições, quando estava no Brasil joguei em diversas também. Então, eu consigo me adaptar a qualquer posição geralmente".
GALATASARAY
"Cada passo que eu dei foi para chegar na Seleção. Uma das conversas que eu tive com o pessoal do Gala - e acho que foi a forma como eles me convenceram a ir para lá - foi a Champions League e a atração que isso seria. O primeiro papo que a gente teve foi de Champions League e seleção brasileira. O pessoal me prometeu que a gente montaria um time competitivo na Champions e isso poderia atrair a Seleção. Foi o que aconteceu".