Miss Bela do São Paulo, Joana CabralDivulgação

Rio - A Miss Bela São Paulo, Joana Cabral, abriu o coração e falou abertamente sobre o diagnóstico do Transtorno de Personalidade Borderline. Ela conta que através do autoconhecimento conseguiu controlar o transtorno.


"Muitas pessoas com borderline passam anos se sentindo “erradas” sem saber porquê. Quando eu finalmente entendi o que estava acontecendo, comecei a substituir culpa por consciência. Isso abriu espaço para me auto cuidar. O que costuma vir junto com algumas viradas internas, percebia algumas emoções intensas, que eu não conseguia controlar, tudo isso têm uma explicação. Não são fraquezas", disse ela.

Joana afirma que quando resolveu procurar ajuda, começou a se entender e se tratar com mais gentileza. "Li um livro poderosíssimo e entendi meus padrões e aprendi a lidar com eles e construir uma identidade de forma mais consciente. Isso não significa que tudo ficou fácil, o border ainda traz desafios, mas o autoconhecimento mudou completamente a forma de lidar com eles. Entendi que não somos difíceis de amar. Só aprendemos a nos amar primeiro".

Ela reflete que muitas mulheres cresceram acreditando que precisam ser escolhidas para se sentirem valiosas. Que o amor vem de fora. Que ser rejeitada significa não ser suficiente. ( O transtorno de personalidade borderline gira em torno da rejeição, talvez desde criança, pais, amigos e o pico é na adolescência. Na fase adulta você acaba ficando mais consciente de que algo não está certo. )


"As vezes demora para a ficha cair. Acabamos achando que é um padrão normal. Mas aqui está a verdade que talvez ninguém diga com clareza: Rejeição não define o nosso valor. Ausência não define quem somos. E quem vai embora… não mede a nossa importância.".

A influenciadora pondera que a cura vem junto quando a pessoa começa a se amar mais e não depender da validação do outro. "A dependência emocional nasce quando esquecemos de nós mesmas tentando ser tudo para alguém. Quando o medo de perder é maior do que o amor-próprio. E é aí que começa a cura: quando você se escolhe.( Essa é a grande virada de jogo )Se olhar no espelho e reconhecer: “Eu sou uma grande perda” Não é arrogância. É consciência. É se amar primeiro", diz.

Joana Cabral afirma que amor- próprio não é sobre nunca sentir dor. É sobre não se abandonar por causa dela. "É aprender a dizer não sem culpa, ficar sozinha sem se sentir vazia, eu mesma passei pelo vale da solidão, até chegar à solitude, e aí, tudo muda. Nossa régua fica lá em cima. Não aceitamos migalhas emocionais. E, paramos de tentar consertar quem não quer mudar".

"Você não precisa ser perfeita para ser amada. Mas precisa parar de aceitar menos do que merece. E se ninguém te disse hoje, eu digo: Você é suficiente. Inteira, e não precisa de validação para existir. Meu conselho para todas as mulheres. É que elas se escolham todos os dias", completa.