Mario Balotelli no FlamengoMiguel Medina/AFP

Rio - Algumas contratações bombásticas, que foram especuladas — algumas até anunciadas — e no final não se realizaram, parecendo "pegadinhas", marcaram a história do futebol brasileiro. Neste dia 1º de abril, nacionalmente celebrado como o Dia da Mentira, relembre algumas delas, em lista que conta com craques internacionais, ídolos argentinos e até o "Bruxo" Ronaldinho.

Balotelli no Flamengo

Em 2019, montando o time que seria campeão brasileiro e da Libertadores, o Flamengo buscava um centroavante que chegasse para jogar. O nome do italiano Mario Balotelli, com passagens por Manchester City, Milan e Liverpool, foi um dos mais especulados. Porém, a negociação melou por conta dos valores altos e o Rubro-Negro foi atrás de Gabigol para a posição. Bom negócio?  

Ronaldinho no Grêmio (depois no Palmeiras e no Vasco)

Em 2011, Ronaldinho Gaúcho não escondia a vontade de voltar ao Brasil. Revelado pelo Grêmio, a tendência era que o "Bruxo" priorizasse o Tricolor, e assim foi. O craque e seu empresário (e irmão) Assis tiveram negociações avançadas com o Grêmio, mas na hora de fechar, protagonizaram uma reviravolta de cinema. Enquanto o Imortal preparava as caixas de som para apresentá-lo no Estádio Olímpico, em Porto Alegre, Ronaldinho era anunciado pelo Flamengo, no Rio de Janeiro.
Mais tarde, em 2014, o craque ainda driblaria o Palmeiras. No dia do centenário do clube, a diretoria palmeirense entendia ter um acordo com o pentacampeão do mundo. Inclusive, segundo o "ge", o clube teria depositado R$ 600 à Federação Mineira para transferir a documentação do jogador. Mas, na noite daquele 26 de agosto, o Palmeiras anunciou que encerrou as conversas com o 'Bruxo'.
O último drible da carreira de Ronaldinho foi no Vasco. Em 2015, Eurico Miranda fechava um pacotão de reforços para tirar o Cruzmaltino da zona de rebaixamento e tratava as negociações com R10 como 90% concluídas. Porém, o craque acabou fechando mesmo com o rival Fluminense, em mais uma reviravolta digna de Ronaldinho Gaúcho.

Yaya Touré no Vasco (e no Botafogo)

Outro jogador especulado no Vasco foi o marfinense Yaya Touré. Candidato à presidência do clube em 2020, Luiz Roberto Leven Siano prometeu a contratação do volante, com passagens por Barcelona e Manchester City. Porém, antes mesmo da eleição, Leven Siano anunciou que o craque não poderia se mudar para o Brasil, por motivos pessoais.
O Botafogo também vinha tentando trazer o marfinense, mas encerrou as conversas justamente ao descobrir que o volante também negociava com o Vasco, com o dirigente Ricardo Rotenberg ficando na bronca com o jogador: "é um cara sem palavra", declarou na época. 

Drogba no Corinthians

Em 2017, outro marfinense era especulado no futebol brasileiro: o centroavante Didier Drogba. Até hoje, existem dúvidas se a negociação realmente aconteceu, com pessoas envolvidas afirmando que "sim" e que "não". O grande registro que o Brasil tem das tratativas entre o Corinthians e o jogador é a nota oficial publicada pelo clube, após o fim das supostas negociações, com a frase: "Valeu, Drogba".

Beckham no São Paulo

No fim de 2010, o auxiliar técnico do São Paulo, Milton Cruz, tinha a missão de achar um camisa 10 para a equipe, que vinha de uma era vitoriosa. Como tinha um casamento para ir nos Estados Unidos, o assistente aproveitou para tentar uma conversa com David Beckham, que na época defendia o LA Galaxy, de Los Angeles, e cordialmente recusou o convite para vestir a camisa do Tricolor.

Riquelme no Palmeiras

Outro meia-atacante histórico que quase veio ao Brasil foi Juan Román Riquelme, ídolo do Boca Juniors e da seleção argentina. De 2012 a 2015, o Palmeiras tentou incansavelmente trazer o meia. Em 2013, inclusive, o presidente palmeirense Arnaldo Tirone deu detalhes da negociação à rádio "Transamérica": "Está 50% fechado. Já falei com o Riquelme, que deseja jogar a Série B", disse, mas a contratação nunca saiu do papel.

Maradona no Santos (depois do Palmeiras)

Falando em camisa 10 argentino, é impossível não lembrar de Maradona. Em 1995, o craque negociou com o Santos — com ajuda financeira e intermédio do Rei Pelé e de sua empresa, a Pelé Sports & Marketing —, chegando inclusive a visitar a Vila Belmiro. Porém, o alto custo das negociações atrapalhou o Peixe, que nunca conseguiu contar com Diego Maradona.
Anos antes, em 1992, o Palmeiras vivia uma era de ouro com o patrocínio da Parmalat e já havia tentado a contratação do argentino. Inclusive, o patrocinador teria dado carta branca para a diretoria palmeirense negociar com o meia, que encerrava seu contrato com a Napoli. Porém, Maradona teria afirmado que não poderia atuar no Brasil, por conta da rivalidade entre brasileiros e argentinos, e recusou o convite.

Anelka no Atlético-MG

Para fechar, não teria como não lembrar de uma das quase-contratações mais icônicas da história: Anelka no Atlético Mineiro. Em 2014, o presidente atleticano Alexandre Kalil chegou a anunciar o atacante francês — com passagens por Juventus, PSG e Real Madrid — nas redes sociais, com o inesquecível: "Anelka é do Galo". Porém, alegando amadorismo do clube, o jogador nunca vestiu a camisa do Atlético.