Vini Jr em treino do Real MadridDivulgação / Real Madrid
Alvo de manifestações deste tipo desde que trocou o Flamengo pelo gigante espanhol, ele mais uma vez condenou ações de cunho racista e procurou dar apoio ao atacante Lamine Yamal. No duelo entre as duas seleções, torcedores ofenderam os egípcios aos gritos de "quem não pula é muçulmano". Seguidor do islamismo, o astro do Barcelona externou seu descontentamento nas redes sociais.
"Infelizmente é um assunto muito complicado de se falar, mas que acontece muitas vezes. Espero que possamos continuar nessa luta e acho importante que Lamine também fale, pois isso pode ajudar os demais [que se sintam atingidos]", afirmou o atacante.
Na conversa com os jornalistas, o jogador foi mais profundo em sua análise e afirmou que personalidades esportivas precisam aproveitar a sua influência e visibilidade para se posicionar e dar voz e respaldo aos menos favorecidos.
Ele destacou ainda que esse tipo de preconceito existe não só nos países mais desenvolvidos da Europa, mas em todos os continentes e reforçou seu ponto de vista.
"Não estou dizendo que Espanha, Alemanha ou Portugal sejam países racistas, mas existem racistas em todos os países, sobretudo no Brasil. E se continuarmos essa luta juntos, acredito que num futuro os jogadores mais novos e todas as pessoas deixem de passar por isso também".
Logo após o amistoso em que a Espanha empatou em 0 a 0 com o Egito na última terça-feira (31), Lamine Yamal usou as redes sociais para criticar os cânticos islâmofóbicos entoados nas arquibancadas e classificou os envolvidos nas manifestações como "ignorantes e racistas".


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