O futuro de Max Verstappen na Fórmula 1 permanece uma incógnita, mas a Red Bull já se movimenta nos bastidores para não ser pega de surpresa. Segundo informações do portal "Autosport", a equipe elegeu o australiano Oscar Piastri como o nome ideal para herdar o posto de primeiro piloto caso o holandês decida deixar a equipe, tirar um ano sabático ou até mesmo se aposentar precocemente.
Essa movimentação marca uma ruptura profunda na tradição da Red Bull. Durante duas décadas, sob a batuta de Helmut Marko, o time seguiu a risca a filosofia de desenvolver talentos em sua própria academia, como fez com Sebastian Vettel e o próprio Verstappen.
Com a saída de Marko, no entanto, a nova gestão parece priorizar a experiência comprovada no grid externo ao invés de apostar as fichas nos jovens da casa.
Embora a equipe invista no promissor Isack Hadjar, atual companheiro de Verstappen, há o entendimento de que o franco-argelino ainda não possui a maturidade necessária para carregar o peso de ser o pilar de uma estrutura com mais de dois mil funcionários.
A escolha de Piastri não é por acaso. O australiano demonstrou um desempenho sólido ao longo de 2025, chegando a liderar o Mundial de Pilotos. No momento, a McLaren mantém o silêncio e se apoia no contrato do piloto, que é válido até o fim de 2027.
Enquanto a Red Bull desenha seu "Plano B", Verstappen continua a demonstrar descontentamento com os rumos da categoria. As frequentes alterações no regulamento esportivo da FIA e a queda de rendimento do carro nas etapas iniciais de 2026 reforçaram as declarações do tetracampeão de que sua motivação para seguir no grid está diminuindo.
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