Rio - O técnico Tite abordou o processo de transição no comando da seleção brasileira após sua saída em 2022 e revelou que sugeriu nomes à CBF para o ciclo do Mundial de 2026. Em entrevista ao "ge", o treinador afirmou que se recusou a indicar qualquer profissional brasileiro, mas apontou três nomes internacionais que eram consenso absoluto no cenário mundial.
"Se vocês escolherem um dos três, vocês vão acertar, porque era unanimidade, os três maiores naquele momento. Todo mundo sabe: Guardiola, Klopp e Ancelotti", revelou o ex-comandante.
A postura de Tite foi pautada pela ética profissional, evitando influenciar na escolha de técnicos nacionais, apesar de reconhecer que o Brasil possui grandes nomes na área. Ele explicou que sua única sugestão direta à direção da época foi que mantivessem a estrutura básica da Seleção até a chegada do novo técnico.
Mesmo afastado, o treinador admitiu que acompanhou as trocas no comando, que incluíram os interinos Ramon Menezes e Fernando Diniz, além dos trabalhos de Dorival Júnior e Carlo Ancelotti. Tite descreveu esse ciclo como abrangente e complexo, ressaltando que seria "hipocrisia ou leviandade" fazer comentários profundos sem estar dentro do cotidiano da CBF.
Sobre Carlo Ancelotti, Tite revelou que os contatos foram produtivos e ocorreram em dois momentos distintos, incluindo encontros presenciais em Madri e conversas telefônicas. "A gente conversou por telefone e estavam ele, o Rodrigo Caetano, o Taffarel, e nós ficamos conversando um certo tempo. A gente conversou dentro daquilo que eles procuravam de informação", detalhou.
Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.