Sede da CBFLucas Figueiredo/CBF
CBF projeta a redução do número de partidas noturnas; entenda
A entidade também decidiu pela criação da Comissão Antiviolência do Futebol Brasileiro
Rio - A CBF busca uma solução para o afastamento dos torcedores dos estádios causado pela violência e decidiu criar uma comissão antiviolência. A entidade também projeta a redução do número de jogos em horário noturno, segundo o 'ge'.
A confederação realizou nesta segunda-feira (25), em um hotel no Rio de Janeiro, a segunda reunião com representantes de clubes das Séries A e B do Brasileirão e de federações para a criação da liga.
Segundo o site, uma pesquisa encomendada pela entidade aponta que 35% dos torcedores deixaram de frequentar os estádios por falta de segurança ou por medo da violência. Além disso, 74% não consideram as partidas de futebol seguras para levar familiares mais vulneráveis, como idosos e crianças.
A entidade pretende, junto com os clubes, decidir um padrão de horários fixos em todas as rodadas. O domingo às 11h, aliás, deve ser utilizado com mais frequência.
Comissão Antiviolência
A Comissão Antiviolência do Futebol Brasileiro será presidida pelo presidente em exercício da Federação Cearense de Futebol (FCF), Mauro Carmélio Neto. Este grupo vai atuar em quatro frentes: segurança e controle de acesso; acompanhamento de processos; proteção dos jogadores; e competência do STJD.
"Com essa comissão, vamos mapear dados, coletar informações com todos os estados do país para analisar o que pode ser feito, onde poderemos agregar de condições, criar um banco de dados nacional de torcedores que não vão poder mais frequentar os estádios. Esse é um dos primeiros pontos", disse Mauro Carmélio Neto, ao site da CBF.
"Outro ponto importante é a gente colocar no manual de competições que a partir de agora também os centros de treinamento não poderão mais ser adentrados por torcedores. Entendemos que a própria legislação trabalhista já fala isso, sobre ter um cuidado com os atletas. O centro de treinamento é o local de trabalho. E por fim, vamos acompanhar processos judiciais em curso de torcedores que cometeram atos de violência nos estádios. A CBF terá uma atitude mais ativa de procurar esses processos", completou.

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