Rudi Völler, ex-jogador campeão do mundo com a Alemanha em 1990Daniel Karmann / AFP
Völler afirmou, na concentração da Alemanha no norte da Baviera, que os jogadores não estão proibidos de se manifestar, mas os incentivou a manter o esporte e a política "separados" durante a competição.
Völler indicou que não haverá treinamento especial para a mídia antes do torneio nos Estados Unidos, Canadá e México, ao contrário do que ocorreu antes da Copa do Mundo do Catar de 2022.
"Se alguém quiser fazer isso, é livre para fazê-lo antes do torneio", disse Völler sobre a possibilidade de que os jogadores façam declarações políticas. "Mas, se isso não aconteceu até o momento, em geral não deveria começar a acontecer agora."
Neste caso, os jogadores alemães taparam a boca na foto oficial antes da estreia contra o Japão, e alguns comentaristas sugeriram que isso contribuiu para o seu fraco desempenho no torneio.
"Cada jogador está plenamente ciente da situação. Uma parte importante do elenco atual também fez parte da equipe que foi ao Catar há quatro anos", ressaltou.
O ex-atacante alemão, campeão mundial em 1990, considera que as ações políticas dos atletas têm pouco impacto e recordou o boicote dos Estados Unidos e outros países ocidentais aos Jogos Olímpicos de Moscou de 1980.
"Faríamos bem em simplesmente esperar com expectativa pela Copa do Mundo. Apesar de todas as circunstâncias desagradáveis que possam cercá-la, devemos tentar jogar um futebol atraente e empolgar os torcedores", ressaltou.
A Alemanha enfrentará a seleção da Finlândia no domingo (31), em Mainz, em seu último amistoso de preparação em casa antes do torneio.

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