Troféu da Copa Africana de NaçõesFranck Fife / AFP

A Corte Arbitral do Esporte (CAS) anunciou, nesta sexta-feira (24), que vai analisar no dia 8 de outubro o recurso da Federação Senegalesa de Futebol (FSF) contra a decisão da Confederação Africana de Futebol (CAF) de atribuir o título da Copa Africana de Nações (CAN) de 2025 ao Marrocos.

"Registrado na CAS em 25 de março de 2026, o recurso da FSF busca anular a decisão da CAF que declarou a desistência da seleção do Senegal na final da CAN 2025 e atribuiu a vitória ao Marrocos pelo placar de 3 a 0. O recurso solicita à CAS que declare o Senegal vencedor da CAN 2025", explicou a corte internacional em comunicado.

O caso remonta a janeiro deste ano, quando o Senegal venceu a final por 1 a 0. Durante a partida, vários jogadores senegaleses deixaram o campo por 15 minutos, em Rabat, após o árbitro marcar um pênalti a favor do Marrocos nos acréscimos. Os marroquinos, no entanto, desperdiçaram a cobrança.

Em 17 de março, o júri de apelação da CAF decidiu que o Senegal "abandonou o campo durante a final" e atribuiu a vitória ao Marrocos por 3 a 0.
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Em seu comunicado, a CAS explicou que "as partes não entraram em acordo para iniciar um processo acelerado", como desejava a Federação Senegalesa ao apresentar o recurso.

Por isso, o tribunal afirmou que não está "capacitado para indicar quando uma decisão será proferida", ressaltando que o veredito não será divulgado no mesmo dia da audiência.

Nos últimos dias, publicações amplamente compartilhadas nas redes sociais divulgaram uma suposta decisão da CAS, dando a entender que o tribunal já havia decidido a favor do Senegal. As mensagens afirmavam que a corte havia "confirmado a vitória do Senegal" e "devolvido o título de campeão da África".

"A CAS está ciente das informações equivocadas sobre este processo que têm circulado na mídia. Apenas as informações divulgadas pelos canais oficiais da CAS são consideradas oficiais, e qualquer comunicado referente a este caso será publicado no site da CAS", destacou o tribunal.

A corte também confirmou à AFP que a suposta decisão era falsa e continha diversas inconsistências processuais.