Presidente da Fifa, Gianni Infantino Geoff Caddick / AFP

O projeto da Fifa de criar uma empresa que gerenciaria suas atividades comerciais e vender parte das suas ações a investidores segue rendendo polêmicas. Carlos Cordeiro, um dos assessores do presidente da entidade, Gianni Infantino, renunciou ao cargo em protesto contra o plano.

"Como assessor sênior do presidente da Fifa, ex-banqueiro e um apaixonado por futebol ao longo de toda a vida, não posso ficar parado enquanto a Fifa considera vender uma participação na Copa do Mundo", afirmou, em entrevista ao jornal 'Sky Sports', publicada nesta sexta-feira (31).
"Quero deixar claro: eu não tive nenhum envolvimento nessa proposta e me oponho a ela de forma inequívoca. É um mau negócio para as associações-membro da Fifa, um mau negócio para o futebol e um mau negócio para o futuro do esporte a longo prazo", concluiu.

Polêmica

A Fifa anunciou, na última terça-feira (28), sua intenção de criar a "Fifa Forward Enterprise" (FFE), para gerenciar suas atividades comerciais e atrair investidores externos. A promessa é de um aporte de 10 bilhões de dólares (R$ 50,8 bilhões) com o objetivo de financiar o desenvolvimento do futebol.

No entanto, a proposta sofreu críticas imediatas de figuras do futebol e da política, incluindo uma ameaça das 55 federações da Uefa de boicotar futuras competições da Fifa. A entidade europeia afirmou que "a Copa do Mundo não pode ser tratada como um produto de investimento".