Presidente do Manchester City, Khaldoon Al MubarakOli Scarff / AFP
Presidente do Manchester City defende clube de acusações de infrações
Khaldoon Al Mubarak disse que não pode dar mais argumentos por causa do sigilo no processo e garantiu confiança para provar inocência
O presidente do Manchester City, Khaldoon Al Mubarak, garantiu que se sente confiante para provar a inocência do seu clube, acusado pela Premier League de cometer 114 infrações financeiras entre as temporadas 2009/10 e 2017/18. O mandatário afirmou, em nota, que o sigilo do processo jurídico o impede de compartilhar argumentos mais concisos.
"Após as notícias de sexta-feira, muitos de vocês devem ter passado a noite respondendo a perguntas e mensagens de amigos, familiares e colegas. Eu também. Eis o que eu disse à minha família: o processo da Premier League ainda tem um longo caminho a percorrer, e nossa confiança e determinação em provar a inocência do clube continuam tão fortes quanto no início de tudo isso", escreveu.
Em seguida, Khaldoon falou do sigilo do processo. "Há tantas coisas que eu gostaria de compartilhar com vocês para que compreendessem por que estamos tão confiantes em nossa posição. No entanto, o rigoroso sigilo do processo jurídico e nossa determinação em respeitá-lo impedem que eu o faça neste momento. Até mesmo esta carta passou por diversas revisões jurídicas para garantir que esteja em conformidade."
O mandatário ainda ressaltou confrontos que o Manchester City terá após a pausa da data Fifa. "Temos momentos empolgantes pela frente após esta pausa para os jogos das seleções. Viajaremos a Anfield daqui a duas semanas e, em seguida, receberemos o Paris Saint-Germain no Etihad Stadium, pela Liga dos Campeões — ocasiões que nos dão a oportunidade de celebrar a força da família Manchester City."
O Manchester City foi considerado culpado em 114 das 115 acusações de violações financeiras que se concentram em nove temporadas, entre 2009/10 e 2017/18. O veredicto encerra uma investigação que começou em 2018 e pode resultar em punições ao clube, ainda não definidas. A equipe inglesa deve recorrer da decisão.
As acusações foram apresentadas formalmente em fevereiro de 2023, após quatro anos de apuração. O julgamento teve início em setembro de 2024 e terminou em dezembro daquele ano. Desde então, a comissão independente analisava o caso até divulgar o veredicto nesta sexta-feira (25).
As infrações reconhecidas envolvem diferentes áreas da administração do Manchester City. Entre elas estão informações financeiras consideradas imprecisas, receitas de patrocínio relacionadas aos proprietários do clube e a falta de divulgação de pagamentos feitos a jogadores e ao então técnico Roberto Mancini.
Também foram reconhecidas violações relacionadas às regras de licenciamento e Fair Play da Uefa e aos regulamentos de rentabilidade e sustentabilidade da Premier League. As acusações sobre informações financeiras abrangem as temporadas entre 2009/10 e 2017/18. Já as relacionadas a Mancini e aos jogadores correspondem a períodos específicos dentro desse intervalo.
Parte do processo também trata da relação do Manchester City com a investigação. O clube foi considerado culpado por não fornecer documentos e informações solicitados pela Premier League. Ao todo, 35 das 115 acusações estavam ligadas à falta de cooperação, em episódios registrados entre dezembro de 2018 e fevereiro de 2023.
* Com informações do Estadão Conteúdo

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