Luis de la Fuente, técnico da seleção espanholaDivulgação / Espanha

O técnico da Espanha, Luis de la Fuente, deu sua opinião sobre a redução do limite de jogadores estrangeiros nas competições nacionais do Brasil. Na avaliação do treinador, que conquistou a Copa do Mundo 2026 com a sua seleção, o ponto de maior atenção deve ser a aposta em atletas jovens e o investimento nas categorias de base.
"Há muitos anos, na Espanha, havia uma regra parecida, mas que obrigava a jogar em divisões inferiores com gente mais jovem. O mais importante é que haja uma formação e uma aposta clara em jovens em qualquer circunstância, não por obrigação", disse.
De la Fuente também opinou que "o futuro está nas categorias de base". "É preciso investir nelas, formá-los bem e dar oportunidade a eles, porque é o que fazemos na Espanha. É preciso confiar nesses jovens porque, com o rendimento deles, demandam muitas oportunidades", concluiu.
O técnico deu as declarações na coletiva da noite deste sábado (26), após a vitória da Espanha sobre a Inglaterra por 3 a 2 pela Liga das Nações. Os atuais campeões do mundo saíram na frente logo aos 2 minutos, levaram a virada ainda no primeiro tempo e conseguiram o triunfo com dois jogadores que começaram na reserva: Alex Baena e Oyarzabal.
O elenco da "Fúria", campeã mundial ao desbancar a Argentina por 1 a 0 em julho, conta com o atacante Lamine Yamal e o zagueiro Pau Cubarsí, ambos de 19 anos, que se tornaram alguns dos atletas mais jovens a levantarem a taça da Copa.

Saiba mais sobre a redução do limite de estrangeiros

Clubes das Séries A e B do Brasileirão aprovaram, em votação na última segunda-feira (21), uma proposta da CBF que prevê a diminuição do limite de jogadores estrangeiros por equipe nas competições nacionais. Na reunião, as equipes concordaram em promover uma redução gradual.
Atualmente, as competições nacionais permitem às equipes relacionar nove estrangeiros por partida. A ideia é reduzir este número em um atleta por ano, até chegar ao máximo de cinco não-brasileiros em cada time por jogo em 2030.
O intuito da entidade com a proposta é valorizar os atletas jovens, revelados no Brasil. Durante a reunião, o diretor executivo da CBF, Helder Melillo, expôs um estudo que indicou que os jogadores sub-23 têm atuado cada vez menos no futebol nacional, e que, por isso, a mudança seria uma maneira de "melhorar o produto do futebol brasileiro".