Aleksander Ceferin, presidente da Uefa, à esquerda de Gianni Infantino, mandatário da FifaOdd Andersen / AFP

O presidente da Uefa, Aleksander Ceferin, criticou duramente Gianni Infantino nesta terça-feira (29) pelo seu projeto fracassado de abrir a Fifa a investidores privados e afirmou que "o futebol não precisa de imperadores".

Grande opositor do presidente da Fifa, Ceferin voltou a atacar Infantino, embora sem mencioná-lo diretamente, durante a assembleia geral da Associação Europeia de Clubes (EFC), em Copenhague.
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"Continuemos nos desenvolvendo, inovando e tornando nossos clubes e competições ainda mais eficientes, mas nunca nos esqueçamos de que o futebol é maior do que aqueles que o dirigem. Somos seus guardiões, não seus proprietários. Ninguém tem o direito de vender seu futuro", disse o dirigente do futebol europeu.

"Acredito que chegou o momento de dizer 'basta': o futebol não precisa de imperadores", continuou Ceferin, referindo-se ao presidente da Fifa, ausente do congresso e representado pelo secretário-geral Mattias Grafström.
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Ceferin comparou Infantino ao imperador do conto "A Roupa Nova do Rei", de Hans Christian Andersen.

"Todos nós conhecemos esta história. Um imperador está convencido de que veste um traje magnífico, um traje que, segundo ele, apenas os tolos ou os incapazes não conseguem ver", afirmou.
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"Sua corte finge acreditar nessa história até que uma criança diz em voz alta o que todos podem ver: 'o imperador está nu'", acrescentou.

No final de agosto, a Uefa apresentou uma denúncia por "gestão desleal" contra Infantino, uma infração punível com cinco anos de prisão que exige comprovar que o acusado prejudicou intencionalmente os interesses da Fifa.
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"Imaginem que um de seus altos executivos negocia em segredo a venda de uma de suas 'joias da coroa' e que seu conselho de administração, seus jogadores e seus torcedores não sabem de nada", disse Ceferin nesta terça-feira.

"Uma vez que tomam conhecimento, o que o conselho deles faria?", concluiu, referindo-se ao plano de Infantino de abrir a entidade a investidores privados.