Jogadores do Brasil comemoram gol marcado por Vanderson sobre a AustráliaRafael Ribeiro / CBF
Os jornais espanhóis destacaram a substituição de Raphinha, do Barcelona, machucado, e não se empolgaram com o resultado verde e amarelo. "Raphinha, substituído com desconforto, Endrick e Vinícius salvam os (comandados) de Ancelotti de uma vergonha", destacou o 'Marca'.
Depois de abrir o marcador, o Brasil levou dois gols em quatro minutos e ficou atrás por 2 a 1. Raphinha empatou de pênalti antes do intervalo, mas não voltou do descanso, preservado após acusar dores. A Seleção anotou duas vezes após a pausa e conseguiu triunfar.
Ainda em tom reticente, o 'Marca' demonstrou preocupação com o futuro brasileiro. "É evidente que o Brasil já não é a potência de outrora há anos. A Seleção vem de uma eliminação nas oitavas de final da Copa do Mundo, algo que não acontecia desde 1990. No entanto, o fato de a Austrália ter complicado tanto a vida da equipe em duas ocasiões, num intervalo de poucos dias, só aumenta a preocupação."
O 'Mundo Deportivo', de Barcelona, foi mais contido sobre o amistoso, sem análise crítica. "Brasil remonta com gols de Raphinha, que se retira com lesão, e Vinícius", foi a manchete, frisando os jogadores que atuam na Espanha.
O 'Diário As', de Madri, focou em Vinícius Júnior, de Real Madrid. "Vini, de menos para mais", foi a manchete. "Madridista fechou a remontada com o quarto gol da partida, de pênalti, deixando melhores impressões individuais", continuou o jornal, vendo um progresso no futebol da estrela.
Acostumado a ironizar os resultado brasileiros, o 'Diário Olé', da Argentina, desta vez mostrou-se mais sério e focou apenas no resultado. "Brasil reage e goleia a Austrália em seu segundo amistoso", trouxe. Ainda relembrou do fantasma da queda precoce na Copa do Mundo (oitavas de final diante da Noruega) e falou sobre a queda de rendimento após abrir 1 a 0. "Depois de um grande início, pouco a pouco foi se diluindo."
O português 'A Bola' lamentou que o gol e a assistência de Circati, do Benfica, não tenham sido suficientes para a Austrália e destacou o poderio do adversário. "Na segunda etapa imperou a lei do mais forte e o Brasil voltou a ganhar vantagem", frisou, lembrando que a Austrália chegou a abrir 2 a 1.
Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.